Gastronomia hospitalar no combate à desnutrição de pacientes

Hospital Samaritano de São Paulo


25 de novembro de 2016


4 minutos

Ter uma alimentação saudável equilibrada é fundamental para a saúde e o bem-estar do indivíduo em todos os momentos de sua vida. E quando ele precisa ficar internado, por qualquer que seja o motivo, as refeições são parte crucial do seu processo de melhora. Porém, segundo uma pesquisa divulgada pela revista especializada “Clinical Nutrition”, a desnutrição atinge de 40% a 60% dos pacientes que dão entrada em hospitais da América Latina.

Isso acontece pois, muitas vezes, o paciente, quando chega ao hospital, começa a ser tratado da doença principal e a preocupação com o estado geral e nutricional dele acaba ficando em segundo plano. “A alimentação individualizada e pensada para cada paciente é essencial para garantir todos os nutrientes que o corpo em recuperação precisa, pois muitas doenças podem aumentar a demanda nutricional”, explica Larissa Lins, Coordenadora de Nutrição do Hospital Samaritano de São Paulo.

Além disso, muitos pacientes, por conta de suas doenças, precisam de dietas mais restritivas. “O stress, a preocupação e o fato de estar longe de casa também são fatores que agravam o quadro”, revela Larissa.

Para favorecer a recuperação do paciente e evitar a desnutrição, a gastronomia hospitalar utiliza um cardápio de opções de acordo com cada paciente para melhorar a sua aceitação alimentar e também uma apresentação diferenciada do que é servido. “Além da maior variedade, inserimos itens para realçar o sabor dos alimentos, como limão, azeite e sal de ervas. Esses itens ajudam a desmistificar o mito de que ‘comida de hospital’ é insossa e sem gosto”, revela Larissa.

Dieta específica

A utilização de protocolos assistenciais específicos por especialidade também fazem uma grande diferença na hora de indicar a melhor dieta. Pacientes de Oncologia, Geriatria e Maternidade, por exemplo, possuem necessidades específicas que podem ser supridas com uma alimentação especial.

Outras patologias, como, por exemplo, doenças pulmonares crônicas, aumentam o gasto energético. Este paciente precisa de nutrientes específicos e uma alimentação que supra essas necessidades para garantir a sua recuperação e reduzir o tempo de internação hospitalar.

Já pacientes com queimaduras, em que há um grande comprometimento da pele, é preciso um aporte proteico elevado, além de um foco maior na hidratação. Neste caso, também é indicada a ingestão de alimentos ricos em vitaminas, principalmente a C, e minerais, como zinco.

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