O que é a sepse?

Conhecida sob o ponto de vista leigo como uma infecção generalizada, a doença é desencadeada por um agente infeccioso.

Hospital Samaritano


27 de julho de 2016


8 minutos

A sepse é uma das principais causas de morte no mundo.

Conhecida sob o ponto de vista leigo como uma infecção generalizada, a doença é desencadeada por um agente infeccioso, sendo as bactérias e os vírus os mais comuns. Este agente irá provocar uma resposta do nosso organismo a essa agressão e isso pode gerar uma série de manifestações, podendo afetar alguns órgãos e sistemas, gerando o seu mau funcionamento.

O risco de morte varia de 20 a 60% de acordo com a gravidade do caso. Determinados grupos de pacientes apresentam maior risco, principalmente os pacientes internados em UTI, com algum grau de imunodepressão (pacientes transplantados, AIDS, utilização de medicamentos imunossupressores), ou que já apresentam alguma doença crônica, como por exemplo, falência hepática, problemas cardíacos, pulmonares, renais, câncer, diabetes, entre outras.

Como ocorre a doença?

A sepse se dá como uma resposta inflamatória acentuada diante de uma infecção. Essa é a forma que o organismo encontra para combater os agentes infecciosos. Nesse processo, o sistema de defesa do organismo libera algumas substâncias, conhecidas como mediadores químicos, que quando produzidas em grande quantidade podem provocar uma resposta inadequada a infecção causando uma resposta inflamatória exacerbada no organismo.

Isto caracteriza-se por algumas manifestações tais como: queda da pressão arterial, má oxigenação das células e tecidos, problemas pulmonares, diminuição da diurese, comprometimento do fígado e alterações no sistema de coagulação do sangue.

Os focos da infecção mais comuns são:

  • Pulmões: pneumonia
  • Abdômen: apendicite, peritonite, infecções biliares e hepáticas, diarreia infecciosa
  • Rins e bexiga: infecções urinárias e renais
  • Pele: feridas, celulite, erisipela, aberturas para introdução de cateteres e sondas e abscessos
  • Sistema nervoso central: meningite

A doença pode ser classificada em três estágios relacionados com a gravidade, que são:

Sepse: É a forma mais branda da doença. É quando a infecção está associada a pelo menos mais dois destes sinais: febre ou hipotermia, aumento da frequência cardíaca, aumento da frequência respiratória e algumas alterações específicas no exame de sangue, no caso o leucograma.

Sepse grave: É uma quadro mais grave, ou seja, é caracterizado quando além dos sinais descritos da sepse, existe o comprometimento funcional de um ou mais órgãos.

Choque séptico: Ocorre naqueles pacientes com sepse grave que apresentam uma queda importante da pressão arterial.

Nesses casos é necessário o uso de medicações específicas.

Quais são os fatores e risco?

  • Pessoas hospitalizadas
  • Predisposição genética
  • Sistema Imunológico Debilitado
  • Portadores de doenças crônicas: insuficiência cardíaca ou renal e diabetes
  • Usuários de álcool e outras drogas
  • Grandes ferimentos na pele causados por um trauma ou queimaduras

É preciso agir rápido

A sepse é uma doença que requer um tratamento rápido e preciso.

Devemos identificar o foco infeccioso o mais precocemente possível, iniciando imediatamente o tratamento. Exames, denominados de culturas, como de sangue, urina e secreções do paciente são solicitadas na tentativa de identificação do agente infectante.

O início mais rápido possível de antibióticos, quando indicado, é fundamental no tratamento dos casos mais graves. Assim como a utilização de uma adequada reposição de soro nestes pacientes. Os casos mais graves são normalmente internados na unidade de terapia intensiva, onde o tratamento e a monitorização destes pacientes é realizada de forma adequada.

É possível prevenir?

Alguns cuidados podem ser realizados, buscando minimizar o risco de contrair infecções:

  • Lavar bem e com frequência as mãos com água e sabão
  • Utilização de álcool em gel
  • Manter o esquema de vacinação atualizado
  • Não consumir medicamentos, principalmente antibióticos sem prescrição médica
  • Em caso de doenças crônicas, realizar acompanhamento com especialista

O Hospital Samaritano vem continuamente aprimorando o seu protocolo de tratamento da sepse, utilizando as melhores evidências científicas existentes.

Os resultados apresentam uma melhora progressiva atingindo índices alcançados pelas melhores instituições de saúde do mundo. Uma melhor aderência ao protocolo pelas equipes assistenciais do hospital leva a resultados satisfatórios tanto para o hospital quanto para seus pacientes e familiares.

São compromissos da instituição uma educação continuada para suas equipes e usuários sobre a doença e a melhora progressiva no combate e tratamento da sepse, tendo como o objetivo reduzir ainda mais a mortalidade desta doença, ainda tão pouco conhecida pelas pessoas e, em alguns casos, identificada tardiamente, o que apresenta uma mortalidade maior que a do infarto agudo do miocárdio.

A identificação precoce da doença e consequentemente o seu tratamento rápido e adequado coloca o hospital com uma taxa de mortalidade pela sepse comparável a países como os Estados Unidos da América e a Austrália, locais estes com as menores taxas de mortalidade do mundo.

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