Veja o que é fibrilação atrial e como reconhecer a doença

A doença é uma das desencadeadoras do AVC, uma das principais causas de mortalidade cardiovascular no País.

Hospital Samaritano


1 de dezembro de 2015


4 minutos
30-11 Veja o que é fibrilação atrial e como reconhecer a doença

Estima-se que atualmente a Fibrilação Atrial já atinja mais de 1 milhão de brasileiros. A doença é fator de risco para o aumento de óbitos por doenças cardiovasculares.

“Nos últimos anos, o avanço das técnicas de tratamento cardiovascular tem proporcionado maiores índices de sobrevida a pacientes que apresentam doenças cardíacas graves. Desse modo, a proporção de pessoas na terceira idade que apresentam tais condições tem aumentado, exigindo tratamento cada vez mais especializado”, explica o Dr. Frederico Scuotto, especialista do Núcleo de Cardiologia do Hospital Samaritano de São Paulo.

O que é fibrilação atrial?

Caracterizada por ritmo irregular e acelerado dos átrios do coração, “a fibrilação atrial é associada ao avanço da idade acometendo, principalmente, pacientes idosos com problemas cardíacos”, destaca o especialista. E completa: “uma proporção considerável das pessoas que sofrem desta doença não se queixa de qualquer sintoma”.

Como alerta, Dr. Scuotto explica que o atendimento inadequado pode levar a consequências importantes, como eventos tromboembólicos, insuficiência cardíaca e até demência, que são até cinco vezes mais frequentes nesses indivíduos do que naqueles que não apresentam fibrilação atrial.

Cerca de 10% dos casos de fibrilação atrial só são descobertos quando o paciente sofre o Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame.

“A fibrilação atrial pode provocar a formação de coágulos no coração, que podem, através da circulação,  chegar às artérias responsáveis por levar o sangue para o cérebro, provocando o entupimento das mesmas”, completa o especialista. Ele alerta ainda que “pacientes acima dos 65 anos devem realizar acompanhamento regular com cardiologista”.

Quais são os fatores de risco da doença?

Alguns fatores como hipertensão arterial, diabetes, presença prévia de insuficiência cardíaca, idade maior do que 65 anos, aterosclerose nas artérias do coração, obesidade, insuficiência renal crônica, doença nas válvulas do coração, doença pulmonar obstrutiva crônica, apneia do sono, uso diário de álcool, dentre outros, aumentam o risco de ocorrência do problema.

Como funciona o tratamento?

Como tratamento, o cardiologista destaca a necessidade de prevenção de eventos tromboembólicos, pilar principal do manejo clínico da doença. bem como o controle dos sintomas, que pode ser realizado com medicamentos ou procedimentos especializados, dentre eles a ablação por radiofrequência. Essa técnica tem por objetivo a eliminação dos focos dessa arritmia, indicado especialmente naqueles pacientes com sintomas frequentes, nos quais o tratamento com medicamentos não teve sucesso.


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