Toxina botulínica ajuda no tratamento de doenças neurológicas

Saiba como a toxina botulínica ajuda no tratamento de doenças neurológicas.

Hospital Samaritano


25 de junho de 2015


5 minutos
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Quem pensa que a toxina botulínica é utilizada apenas em tratamento estético está enganado. Seu uso é um dos principais tratamentos em quadros de doenças neurológicas, ajudando os pacientes que tenham desde sequelas com quadros de rigidez muscular e espasmos da musculatura até casos específicos de enxaqueca que não respondem a outros tipos de tratamento.

Quando falamos em rigidez (espasticidade) e espasmos (repuxões) musculares estamos nos referindo, por exemplo, ao espasmo facial, que pode ser um tique nervoso até ao paciente com sequela de um AVC (derrame) que fica com parte do corpo endurecida.

Muitos destes quadros podem trazer dor e complicações, como dificuldades de caminhar, úlceras de pressão (como escaras no calcanhar e outras partes do corpo) e mau posicionamento dos membros para atividades funcionais e higiene, explica o médico especialista em Fisiatria do ambulatório de bloqueio neuroquímico do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano, Dr. André Silva Pedroso.

Segundo o médico, a toxina botulínica é um agente biológico que tira a capacidade do nervo motor estimular um determinado músculo, de forma focal, promovendo o relaxamento muscular. Outra técnica a neurólise se baseia no bloqueio da condução nervosa, possibilitando tratar a hipertonia (rigidez) dos músculos inervados por aquele nervo.

As principais vantagens do tratamento com toxina botulínica são a diminuição da incidência de complicações clínicas e a melhoria na qualidade de vida e da funcionalidade. Ele é indicado para o tratamento da espasticidade muscular que ocorre em pacientes que sofreram AVC (Acidente Vascular Cerebral), traumatismo cranioencefálico com sequela motora, paralisia cerebral, pacientes vítimas de lesão medular e alguns casos de esclerose múltipla.

Outras aplicações menos frequentes, porém também importantes para o bloqueio neuroquímico são a enxaqueca crônica de difícil controle, que necessita da indicação do neurologista e a hiperidose (excesso de suor) axilar e palmar.

O ambulatório de bloqueio neuroquímico do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano, coordenado pelo Dr. Renato Anghinah, tem como objetivo atender pacientes com as mais diversas manifestações da hiperatividade muscular involuntária. O Centro oferece avaliação especializada para tratamento invasivo dos transtornos de movimento, por meio do bloqueio da ação muscular com a injeção de toxina botulínica e/ou da condução nervosa com a neurólise.

O paciente inicialmente é atendido por um médico especializado, que avalia a eventual indicação do procedimento e faz o planejamento terapêutico. A aplicação da toxina botulínica poderá ser feita ambulatorialmente, no próprio núcleo, ou em casos especiais sob sedação no centro cirúrgico”, diz o médico. Conforme a necessidade, métodos complementares (eletroestimulação, ultrassonografia e eletromiografia) poderão ser necessários para auxílio na localização de nervos e músculos para correto planejamento do procedimento.

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