Quando deve-se fazer a angioplastia coronariana?

Angioplastia coronariana é o procedimento mais comum para a prevenção de um infarto.

Hospital Samaritano


16 de junho de 2015


5 minutos
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A dor forte no peito, sem dúvida, é um dos sintomas mais característicos do infarto, principalmente nos homens. Porém, essa dor também se manifesta quando ocorre a aterosclerose, que é a obstrução das artérias causada pelo acúmulo de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos. Com esse quadro, a chegada do sangue com oxigênio e nutrientes ao coração não ocorre e o problema pode evoluir para a morte das células do coração, conhecida como infarto.

Quando isso acontece, o procedimento mais comum a ser realizado é a angioplastia coronariana, técnica fundamental para a prevenção de um infarto.

Conhecido por ser um procedimento minimamente invasivo, a angioplastia coronariana permite a desobstrução das artérias do coração, por meio de inserção de uma cânula com um pequeno balão na ponta, que se infla desobstruindo os vasos e fazendo com que o fluxo de sangue volte ao normal.

Para que este procedimento tenha sucesso a longo prazo, o recomendado é colocar o stent, um pequeno tubo com hastes metálicas que é inserido juntamente com o balão, mas que permanece no organismo, evitando que as paredes das artérias voltem a fechar. Sem a realização deste procedimento, estima-se que no período de seis meses, em 30% dos pacientes, o problema ocorra novamente.

“Para a realização da angioplastia, a prótese é inserida em uma artéria periférica e pode ser colocada a partir da perna ou do braço. Um cateter com o balão é direcionado até o local comprometido. Chegando lá, o balão se expande para desobstruir o vaso sanguíneo e implanta-se o stent, permitindo que o fluxo sanguíneo seja restabelecido e o coração volte a receber oxigênio e nutrientes. Este procedimento é rápido e geralmente o paciente recebe alta no dia seguinte”, explica do Dr. Luís Augusto Palma Dallan, hemodinamicista do Núcleo de Cardiologia do Hospital Samaritano.

Atualmente, o stent mais utilizado é o farmacológico, que é revestido por um medicamento, melhorando a cicatrização da artéria. Outra prótese que também vem sendo utilizada e já está liberada para uso no Brasil, é a reabsorvível. Nesse caso, o benefício é que entre seis meses e dois anos, a prótese desaparece no organismo (sendo absorvida pelo corpo), e o vaso sanguíneo volta a ter as mesmas características de antes de sofrer o procedimento.

O pós-operatório deste procedimento requer o repouso por um dia, diminuição do esforço físico por alguns dias e uma dieta balanceada. O acompanhamento do cardiologista deve ser seguido à risca para evitar qualquer tipo de complicação.

É importante lembrar que não ocorre a cura da aterosclerose, após a angioplastia. O procedimento é responsável apenas por desobstruir a artéria comprometida. Para evitar a evolução do problema, o recomendado pelos médicos é, principalmente, mudar os hábitos de vida.

No post “7 dicas para manter o coração saudável”  listamos algumas mudanças na rotina e na alimentação que são fundamentais para a saúde. Converse com seu médico e opte por uma vida longa e saudável!


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