Obesidade infantil aumenta os riscos de problemas cardíacos

Saiba como o aumento da obesidade infantil contribui para o surgimento de outros problemas de saúde.

Hospital Samaritano


17 de novembro de 2015


6 minutos
17-11 Obesidade infantil aumenta os riscos de doenças cardíacas em crianças

Comer fast food toda semana, devorar pacotes de chocolate, bolachas e balas, beber refrigerante e passar boa parte do dia na frente do computador ou televisão. Quem tem criança em casa precisa de muita atenção e disciplina para não deixar que esse cenário se torne uma realidade. A má alimentação, associada à falta de exercícios físicos, contribui para o aumento do número de crianças com sobrepeso ou obesidade.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 15% das crianças com idade entre 5 e 9 anos são obesas. Uma em cada três estão com peso acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde.

Além da questão estética, o aumento de peso pode contribuir para o surgimento de doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto. Dessa forma, problemas que até então eram comuns em adultos estão atingindo o público infantil e impactando diretamente na sua qualidade de vida futura.

Um estudo publicado na revista científica New England Medical Journal, da Inglaterra, apontou que crianças com Índice de Massa Corporal (IMC) considerado acima do normal têm mais chances de desenvolverem doenças coronarianas na idade adulta.

Obesidade infantil aumenta os riscos de doenças cardíacas em crianças

Como saber se seu filho é obeso ou está com sobrepeso?

O primeiro passo para começar a cuidar da saúde da criança é identificar se ela tem alguns quilos a mais ou se é obesa.

“O sobrepeso, quando o indivíduo está acima do peso ideal, gera menos malefícios para a saúde do que a obesidade, que é uma doença caracterizada pelo excesso de gordura corporal. A obesidade pode trazer muitos riscos para a saúde, como doenças do coração, pressão alta e diabetes, por exemplo”, explica o Dr. Roberto Cury, coordenador do Núcleo de Cardiologia do Hospital Samaritano de São Paulo.

Para identificar o quadro, é necessário calcular o índice de massa corporal (IMC). Para isso, basta dividir o peso (em quilos) pelo quadrado de sua altura (em metros).

Exemplo: um indivíduo que pese 132kg e tenha 1,77m de altura terá um IMC de 42,13 kg/m2.  Fórmula: (132)/(1,77)2 = 42,13kg/m2.

Considera-se que o indivíduo está acima do peso se ele apresentar IMC entre 25 e 30. Já o IMC entre 30 e 35 indica obesidade tipo I; entre 35 e 40, obesidade tipo II e quando o IMC ultrapassa 40 trata-se de obesidade mórbida.

O que fazer se seu filho estiver com sobrepeso ou obeso?

– Incentive a prática de atividade física. Os exercícios provocam a queima de calorias e favorecem o emagrecimento.

– Introduza frutas, verduras e legumes na alimentação. Usar a criatividade para atrair o interesse dos filhos pela alimentação saudável faz toda a diferença.

– Amamente. Ainda quando bebê, é indicado que a mãe mantenha amamentação, pelo menos, até os seis meses de vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), está comprovado que o aleitamento materno contribui para reduzir as chances de obesidade infantil.

– Dê o exemplo. Os cuidados com a saúde da criança começam dentro de casa. Os filhos são os espelhos dos pais. Por isso, adote hábitos saudáveis e promova uma melhor qualidade de vida para toda a família.


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