O que é autismo e quais são os sintomas mais comuns da doença?

Conheça as principais características do autismo, entendendo a importância do diagnóstico precoce.

Hospital Samaritano


28 de outubro de 2015


5 minutos
28-10 O que é autismo e quais são os sintomas mais comuns

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que mais de dois milhões de brasileiros são autistas. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma alteração do neurodesenvolvimento, que tem em sua característica dificuldades na comunicação social e comportamentos repetitivos.

“Essa síndrome é desencadeada por alterações genéticas integradas a fatores do ambiente, como uso de determinados medicamentos ou processos inflamatórios crônicos durante gestação, que afetam a comunicação, a sociabilização e o comportamento”, explica Dra. Saada Ellovitch, neuropediatra do Hospital Samaritano de São Paulo.

Diferentemente da deficiência intelectual, como a sociedade ainda costuma definir, o autismo, com índice de quatro meninos para uma menina, é uma doença genética que afeta as funções das redes neuronais.

Quais são os sintomas mais comuns do autismo?

Atraso na fala, não responder ao próprio nome – por vezes parecendo surda -, na escola, preferir os brinquedos aos coleguinhas e não gostar de contatos físicos, como abraços. Apresentam interesses restritos, sendo monotemáticos: muitos adoram dinossauros e sabem absolutamente tudo sobre eles. Quando pequenos, gostam de objetos que giram, por exemplo, ventiladores e rodinhas de carrinhos. Ao invés de brincarem com o carrinho de forma adequada, apenas empurram de um lado para outro ou viram de ponta cabeça e ficam girando as rodinhas.

“É bom que os pais saibam que o autismo não é degenerativo, embora, em cerca de 1/3 dos casos, os pais observem um quadro no qual a criança ‘regride’, deixando de fazer coisas que já conseguia realizar, geralmente entre o primeiro e o terceiro ano de vida. Com estímulos precoces e adequados, a tendência é que se consiga progredir, atingindo melhor qualidade de vida para si e para sua família, além de maior grau de autonomia e convivência social”, completa a especialista.

“Devemos promover precocemente habilidades que favoreçam otimizar o potencial que a criança possa oferecer, respeitando possíveis limitações”, destaca Dra. Saada.

Como é feito o diagnóstico da doença?

O diagnóstico é sempre clínico. “O fundamental é a observação clínica e interação com o examinador. Os pais respondem uma entrevista inicial com questionários para confirmar a suspeita. Por vezes, há a necessidade de observação no ambiente familiar e escolar para esclarecer sutilezas do comportamento. Para a pesquisa da causa, são realizados exames complementares”, informa a especialista.

E finaliza. “Muitos pais, com o choque inicial do diagnóstico, demoram a retornar e começar o tratamento com a criança. Mas é necessário compreender que o acompanhamento do especialista deve iniciar naquele instante e é inadiável. Quanto mais nova a criança, melhor a resposta, devido à plasticidade cerebral”.

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