Infecção urinária: muito além do ardor e incômodo

Quando não tratada de forma adequada, a infecção urinária pode evoluir para casos mais complexos, como a Sepse.

Hospital Samaritano


29 de setembro de 2015


4 minutos
Infecção urinária: muito além do ardor e incômodo

Você já deve ter ouvido falar inúmeras vezes sobre infecção urinária, certo? Aquele incômodo e ardor ao urinar são sintomas típicos de infecção do trato urinário. Mas, você sabia que a infecção de urina pode ser mais grave do que pensa?

“Quando não devidamente acompanhado por uma equipe de especialistas, o quadro pode evoluir rapidamente para comprometimento de outros órgãos, como os rins e até a próstata”, explica Dr. Alexandre Crippa, coordenador do Núcleo de Urologia do Hospital Samaritano de São Paulo.

O diagnóstico de infecção urinária é feito por meio de história clínica, exame físico e laboratorial (urina tipo I e urocultura).

Ardência para urinar, aumento da frequência urinária e alterações na característica da urina (cor e odor) são sintomas comuns referidos pelo paciente. A presença de febre, calafrios e vômitos sugere infecção urinária complicada.

A infecção urinária pode ser classificada em dois tipos:

Infecção de trato urinário baixo ou cistite – são comuns os sintomas de ardência, sangramento na urina e urgência para urinar.

Infecções de trato alto (pielonefrite) – surgem sintomas como febre, mal estar, dor lombar, calafrios e falta de apetite.

Pode acometer homens, mulheres e crianças. A prostatite aguda (infecção da próstata) ocorre em homens e pode estar relacionada à infecção do trato urinário. “Esse quadro de infecção pode evoluir para Sepse, condição grave que pode levar à falência múltipla de órgãos e óbito.

“É considerada emergência clínica e deve ser tratada de maneira agressiva por meio de internação e uso de antibióticos. Por isso, qualquer ardor, diferença na cor ou rotina urinária, deve ser acompanhada por um especialista”, destaca o Dr. Crippa.

Como tratamento para pielonefrite ou prostatite aguda, é indicada a internação e, após 48 horas, se o paciente não estiver mais com febre alta, pode-se continuar o tratamento em casa, com antibióticos pelo período indicado. Mas o especialista alerta: “as infecções urinárias recorrentes (mais de três vezes no intervalo de um ano), infecções em homens e crianças devem ser investigadas”.

“Ingerir líquidos e urinar sempre que tiver vontade são hábitos muito importantes para evitar a infecção de urina”, complementa o Dr. Crippa.


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