Infecção urinária de repetição e dor podem indicar endometriose

10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva (dos 13 aos 45 anos) podem desenvolver a endometriose.

Hospital Samaritano


1 de junho de 2015


4 minutos
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Segundo Dr. Nicolau D´Amico, especialista do Núcleo de Ginecologia do Hospital Samaritano de São Paulo, outros sintomas como dor pélvica e dor na relação sexual (durante ciclo menstrual) também podem indicar a doença ginecológica que já acomete mais de sete milhões de brasileiras.

Dados divulgados pela Associação Brasileira de Endometriose indicam que de 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva (dos 13 aos 45 anos) podem desenvolver a endometriose e, 30% têm chances de ficar estéril. A esterilidade, segundo Dr. Nicolau D´Amico, especialista do Núcleo de Ginecologia do Hospital Samaritano de São Paulo, é um dos principais fatores de queixa recebidas diariamente pelo médico. “Mas vale lembrar, não é pelo fato da mulher já ter engravidado que ela não desenvolverá endometriose no futuro. Há mais um conjunto de sintomas que servem como indicador da doença”.

A endometriose pode acometer mulheres em qualquer idade. “Por isso é de suma importância que todas as adolescentes que tenham antecedentes da doença na família ou que tenham cólicas menstruais logo no início da sua vida menstrual e que necessitam se dirigir a pronto atendimento por conta de dor abdominal, sejam investigadas”, destaca o especialista.

“As causas ainda são desconhecidas, mas sabe-se que há um risco maior de desenvolver a endometriose se a mãe ou a irmã da pacientes sofrem da doença”, completa Dr. D´Amico.

Entre os sintomas mais comuns – e ainda pouco conhecidos, da endometriose estão:

  • Dor pélvica;
  • Cólicas menstruais intensas;
  • Dor na relação sexual durante ciclo menstrual;
  • Sangramentos na evacuação;
  • Dor ao evacuar;
  • Infecções urinárias de repetição e,
  • Esterilidade ou, dificuldade para fertilização.

A apresentação de qualquer um desses sintomas deve ser imediatamente informada ao especialista, para que, a partir dos exames de rotina e, se for o caso, diagnóstico específico, seja identificado o melhor tratamento. “Esse acompanhamento do especialista pode antecipar o diagnóstico, evitando-se muitas vezes a realização de tratamentos cirúrgicos, preservando-se desta forma a fertilidade”, finaliza Dr. Nicolau D´Amico.


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