Conheça os principais sinais de infarto em mulheres

Entenda quais são os sintomas mais comuns e os avanços no tratamento da doença.

Hospital Samaritano


16 de julho de 2015


6 minutos
21-07-Conheça os principais sinais de infarto em mulheres e veja como se prevenir

A luta pela igualdade entre os sexos já tem algumas décadas. Pouco a pouco, as mulheres estão conquistando o espaço almejado e acumulando vitórias valiosas, principalmente em relação à carreira. Segundo pesquisa realizada pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), cresceu em 30%, nos últimos anos, o número de mulheres em posição de comando nas corporações. Uma conquista mais do que merecida.

O único problema é que junto com isso, as mulheres também estão desenvolvendo doenças que, até então, eram mais comuns em homens. É o caso, por exemplo, do infarto do miocárdio. De acordo com o Ministério da Saúde, atualmente, quatro em cada 10 casos de infarto ocorrem em mulheres. Na década de 70, de cada 10 casos registrados, apenas um acontecia no sexo feminino.

Como identificar o infarto em mulheres

Diferente do que acontece com os homens, a dor no peito não é o principal sintoma para identificar um infarto em mulheres. É muito comum ouvir relatos de mulheres que antes de sofrerem o problema sentiram fadiga intensa, dor de estômago, náuseas, dor nas costas e até no queixo.

“Qualquer um desses sintomas, por mais de 20 minutos deve ser investigado imediatamente em um pronto socorro, principalmente, se acompanhado de quadros como vômitos, suor frio, fraqueza intensa, palpitações e falta de ar”, afirma Dr. Roberto Cury, Coordenador do Núcleo de Cardiologia do Hospital Samaritano de São Paulo.

E complementa, “a mulher, por ser mais resistente à dor, tende a esperar mais tempo para procurar ajuda e, no caso do infarto, o atendimento imediato faz toda diferença. A demora no diagnóstico compromete o músculo cardíaco sendo fundamental a desobstrução precoce e liberação da passagem de sangue para o coração”, explica.

Diagnóstico e tratamento

O grande avanço tecnológico tem proporcionado mais rapidez e melhoria no manejo e diagnóstico da doença das coronárias com identificação precoce de placas de gordura nas artérias do coração, responsáveis pelo infarto.

Prova disso, é que exames como eletrocardiogramas estão mais disponíveis e rápidos, os exames de imagem possuem mais recursos como no caso da cintilografia miocárdica e os ecocardiogramas têm melhor resolução. Além disso, a angiotomografia de coronária e o cateterismo cardíaco contam com contrastes mais modernos (menor osmolaridade e menor risco de efeitos colaterais) e baixa dose de radiação.

“No caso de mulheres, é comum os resultados de testes ergométricos falso positivo. Neste cenário a angiotomografia de coronárias é de fundamental importância devido ao seu alto valor preditivo negativo para excluir a presença de obstrução coronária de maneira não invasiva e garantir a acurácia diagnóstica nestes casos”, explica o Dr. Roberto Cury.

O tratamento também melhorou em decorrência dos avanços tecnológicos como o uso de stents com medicamentos e bioabsorvíveis (dispositivos que ajudam a manter a artéria doente aberta), o que melhora os resultados obtidos nas angioplastias. Também a cirurgia de ponte de safena, com técnicas minimamente invasivas que além de propiciar melhor estética, uma cicatriz menor, também propiciam menos dor e recuperação mais rápida.

Em geral, as doenças coronarianas aparecem nas mulheres por volta dos 50 anos, após a menopausa. Por isso, praticar atividade física pelo menos 30 minutos ao dia, não fumar, ter boa alimentação rica em verduras e frutas, além de acompanhamento com o cardiologista são fundamentais para a saúde do coração.


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