Conheça as causas, sintomas e tratamentos da epilepsia

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Hospital Samaritano


23 de novembro de 2015


5 minutos
Conheça as causas, sintomas e tratamentos da epilepsia

Aproximadamente 10% da população teve ou vai ter, em algum momento da vida, pelo menos uma crise de epilepsia. Desses, de 1% a 2% é, de fato epilético, o que representa 3,6 milhões de pessoas com a doença no Brasil. É o que destaca o Dr. Wen Hung Tzu, especialista do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano de São Paulo. E alerta: “em quase 30% dos casos a causa é desconhecida”.

Quais são as causas mais comuns da epilepsia?

Entre as principais causas conhecidas estão: trauma de crânio, tumores cerebrais, malformações cerebrais e vasculares, sequelas de isquemia cerebral ocorrida em período intrauterino, perinatal ou neonatal, Síndrome de Rasmussen, Síndrome de Sturge Weber, esclerose tuberosa, derrame cerebral, causas externas (uso de álcool, drogas, intoxicação) e lesões cerebrais ocorridas durante o período intrauterino.

Sintomas mais comuns do início da crise de epilepsia:

  • Sensação de já ter conhecido o ambiente (de já vu);
  • Palpitação no coração;
  • Cheiro desagradável;
  • Mãos com movimentos automáticos (sem controle);
  • Tremor das pálpebras e até sensação de distorção da imagem do próprio corpo.

“Isso acontece porque os sintomas dependem da região do cérebro que é acometida. Cada região pode originar um sintoma diferente”, explica o neurocirurgião.

É importante lembrar que nem toda convulsão é sinônimo de epilepsia.

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Como tratar a doença?

O tratamento depende principalmente da causa da doença. O uso de medicamentos antiepiléticos é a forma mais utilizada e geralmente é a primeira opção escolhida.

“Entre 60% e 70% das pessoas que sofrem de epilepsia têm suas crises controladas com o uso de medicamento antiepilético adequado”, completa o especialista. Porém, essa opção deve ser considerada de acordo com o tipo de epilepsia que a pessoa apresenta.

“A medicação não serve para todos os casos. Em casos extremos, quando a crise não é controlada por meio de medicamentos, são necessárias outras formas de tratamento como cirurgia, dieta cetogênica e implante de estimulador do nervo vago”.

Entre as consequências da doença, quando não devidamente acompanhada por um especialista, estão:

  • Risco de se machucar com quedas ou queimaduras;
  • Limitações e, consequentemente, o comprometimento da qualidade de vida, como não poder andar sozinho na rua, dirigir, nadar sozinho, beber uma pequena quantidade de álcool ou até trancar a porta do banheiro, limitando sua liberdade;
  • Distúrbios de atenção, aprendizagem e memória;
  • Consequências sociais (estigma, isolamento ou limitações no emprego) e,
  • Efeitos colaterais com o uso de medicamentos antiepiléticos (quando não indicados por um especialista).

Para finalizar, Dr. Wen destaca a importância do acompanhamento adequado para o sucesso no tratamento:  “quando bem assistido, por um atendimento especializado, o paciente pode seguir com sua vida normalmente, em todas as rotinas. A crise não é sinônimo de epilepsia. A crise é apenas um sintoma da doença”.

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