Nódulos na tireoide atingem 50% das mulheres acima dos 50 anos

Punção e cirurgia são algumas das opções de investigação e tratamento

Hospital Samaritano


16 de setembro de 2016


5 minutos

Apesar de muito comuns, principalmente em mulheres, os nódulos na tireoide merecem uma atenção especial. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), este problema afetará cerca de 60% da população brasileira durante algum momento da vida, porém, em aproximadamente 90% dos casos os nódulos são benignos.

O cirurgião de cabeça e pescoço do Centro de Nódulos de Tireoide do Hospital Samaritano de São Paulo, Dr. Antonio A. T. Bertelli, explica que “quanto mais avançada for a medicina, será cada vez mais comum diagnosticar os nódulos”.

Hoje em dia, o câncer de tireoide já está entre as dez mais neoplasias malignas mais frequentes em mulheres brasileiras. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que, só em 2016, 5.870 casos serão diagnosticados em mulheres, ou seja, 84% do total. “A incidência do câncer de tireoide tem progredido, em parte, devido ao aumento do diagnóstico. Hoje em dia, fazemos mais exames, cada vez mais precisos, e detectamos nódulos menores. Mas é preciso saber o que fazer com eles, já que apenas uma minoria precisa de cirurgia”, afirma o especialista.

O problema é que muitas mulheres não possuem o hábito de realizar exames de rotina durante grande parte das suas vidas e, com o aumento da idade, os nódulos tornam-se cada vez mais frequentes.

Mas apesar de precisar de acompanhamento, o nódulo de tireoide não é uma doença que requer cirurgia sempre e não necessariamente está relacionado ao câncer. “O câncer pode se manifestar, inicialmente como um nódulo, mas, nem todo nódulo é câncer”, esclarece Dr. Bertelli.

Como diagnosticar?

O nódulo, muitas vezes, é assintomático (sem dor, desconforto, mudanças físicas visíveis ou qualquer outro sintoma). Nestes casos, eles costumam ter até três centímetros. A melhor forma para avaliar a glândula em relação à presença de nódulos é por meio de ultrassonografia, um exame simples, rápido e que não exige preparo.

Em casos mais complexos, um outro exame é utilizado na investigação de nódulos tireoideanos. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é indicada para diferenciar o nódulo benigno do maligno. Este procedimento só é realizado quando indicado por um especialista e quando há a certeza de que o paciente já possui um nódulo.

A punção pode identificar o tipo de nódulo por meio da análise das células extraída pela aspiração. Nódulos pequenos, dependendo de sua localização, podem ser muito difíceis de ser puncionados. Portanto, para indicar corretamente a PAAF, o médico especialista utiliza vários critérios que vão desde fatores de risco que podem estar presentes no passado do paciente, além de histórico familiar e até características clínicas na palpação de cada nódulo em questão.

O tumor maligno mais comum da tireoide é o carcinoma papilífero, e este, quando diagnosticado precocemente, apresenta excelentes taxas de cura.

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