Mioma uterino atinge 50% das mulheres entre 30 e 50 anos

Apesar de serem tumores benignos, os tratamentos são específicos ao tipo e podem até exigir procedimento cirúrgico.

Hospital Samaritano de São Paulo


13 de Março de 2015


3 minutos
Mioma

Conhecido por aparecer normalmente na fase reprodutiva da mulher, o mioma uterino é um tumor benigno, de origem do tecido muscular, também chamado de fibroma ou leiomioma uterino. Os miomas são sempre benignos, podem aparecer em diversas regiões do útero e em tamanhos variados.

A doença que atinge cerca de 50% das mulheres entre 30 e 50 anos pode apresentar-se em manifestações clínicas desde a ausência de sintomas e ser descoberto num exame de rotina, até situações em que acarreta dor pélvica, dor na relação sexual, cólica menstrual e aumento do fluxo e duração da menstruação.

“Algumas mulheres demonstram quadros de anemia em decorrência do sangramento menstrual excessivo. A sintomatologia varia de acordo com o tipo de mioma predominante, uma vez que a mulher está sujeita ao diagnóstico de apenas um nódulo isolado ou vários”, explica Dr. Edilson Ogeda, chefe do Núcleo de Ginecologia, Obstetrícia e Perinatologia do Hospital Samaritano de São Paulo.

Os miomas uterinos também estão associados a quadros de infertilidade, quando acometem a parte interna do útero (cavidade endometrial) ou ocasionam obstrução tubária. Entretanto, apenas 4% dos casos estão vinculadas a esse tumor.


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Tipos de Mioma

  • Submucoso: surge no interior do útero e causa sangramento abundante e anemia;
  • Intramural: desenvolve-se no meio da parede uterina e provoca cólicas;
  • Subseroso: aparece na parte externa do útero, cujo principal sintoma é percebido quando passam a comprimir outros órgãos, como o intestino;
  • Pediculado: confundidos com tumores ovarianos, são ligados ao útero apenas por um tecido chamado pedículo.

Tratamento

Para tratar o mioma uterino existem algumas opções, como: observação com controle seriado pela ultrassonografia pélvica e transvaginal; intervenção com abordagem pela histeroscopia cirúrgica, pela videolaparoscopia ou pela cirurgia convencional; ou realizar, em casos específicos, a embolização de miomas. “Tudo depende do quadro clínico, tamanho, localização e desejo futuro de engravidar”, sinaliza Ogeda.

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