Como funciona a Hiperplasia Prostática Benigna e o Câncer de Próstata

Hospital Samaritano


13 de janeiro de 2015


6 minutos
Hiper

A hiperplasia benigna da próstata (HBP) e o câncer de próstata (CAP) são as patologias prostáticas mais frequentes do homem adulto e podem comprometer a longevidade e a qualidade de vida desses indivíduos.

A hiperplasia prostática se aproxima de 90% nos indivíduos com mais de 90 anos de idade, contudo, apenas entre 5% e 20% dos homens acabam sofrendo intervenções cirúrgicas para aliviar as manifestações clínicas da doença.

Os pacientes atingidos pela HPB apresentam sintomas urinários flutuantes, com períodos de exacerbação do quadro e períodos espontâneos de melhora. Porém, se não tratados, podem evoluir com complicações como retenção urinária, litíase vesical, infecção urinária, insuficiência renal e hematúria macroscópica.

Os pacientes com manifestações clínicas da HBP devem ser estudados por meio do toque digital da próstata, e dos níveis do antígeno prostático específico (PSA) sérico que se elevam discretamente nos pacientes com HBP e quando esses valores de PSA são superiores a 10% do volume da próstata, calculados pelo estudo de ultrassom, ou as elevações dos valores séricos são de 75% ao ano, podem indicar a presença de neoplasia maligna.

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Quadros de prostatismo incipiente deve ser apenas acompanhado periodicamente, e os casos com sintomas e desconforto moderados devem receber terapêutica medicamentosa, já os pacientes com manifestações clínicas exuberantes devem ser tratados cirurgicamente. Dentre os modos do tratamento cirúrgico, a ressecção transuretral da próstata e a cirurgia abdominal aberta constituem as formas mais eficientes para se tratar pacientes com HBP.

Excetuando-se os tumores cutâneos, o câncer de próstata (CAP) é o mais comum do homem e atualmente devido conscientização da população à detecção precoce onde a doença é assintomática e localizada, portanto, com maiores possibilidades de cura e feito em 86% dos homens.

A suspeita do câncer da próstata é feita pelo toque digital da glândula, e medidas do PSA sérico, ademais, o acompanhamento para prevenção do câncer da próstata deve ser feito por meio de avaliações anuais quando os níveis de PSA se situam acima de 2 ng/ml e a cada dois anos quando estes níveis são inferiores a 2 ng/ml. Esta sistemática deve iniciar-se aos 50 anos, devendo ser antecipada para 45 anos nos pacientes de maior risco, com história familiar da doença em parentes de primeiro grau e indivíduos da raça negra.

A realização de biópsia prostática com ajuda do USTR (ultrassom transretal) constitui o método mais recomendado na prática clínica para o diagnóstico definitivo, sendo que alguns homens com câncer da próstata, talvez 10% a 20% deles, não precisam ser tratados. Incluem-se aqui os pacientes que têm menos de dez anos de perspectiva de vida pela frente, nos demais casos, com doença de maior significado, deve-se realizar alguma forma de tratamento curativo, os mais frequentes são a cirurgia e a radioterapia ou paliativo (Hormonioterapia).

Assista à entrevista com o Dr. Alexandre Crippa comentando sobre o assunto:

Como opção, escute o boletim “Especialista Samaritano” sobre Hiperplasia Prostática Benigna:

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