Brasil registra 1 milhão de vítimas de queimaduras por ano

No mês de junho, por conta das festas Juninas, a incidência de vítimas de queimaduras cresce no Brasil devido ao uso de fogos de artifícios.

Hospital Samaritano de São Paulo


13 de janeiro de 2015


4 minutos
fogo

No mês de junho, por conta das festas juninas, a incidência de vítimas de queimaduras cresce no Brasil devido ao uso de fogos de artifícios. Em 2014, há ainda um agravante com a Copa do Mundo de Futebol, que será realizada em nosso país.

Além das queimaduras por fogos de artifícios, crescem também o número de vítimas que sofrem queimaduras com líquidos quentes, mais consumidos no mês que inicia o inverno. De cada três pessoas queimadas, duas são crianças, que passam a conviver com as sequelas destes traumas pelo resto da vida. “Em qualquer tipo de queimadura o ideal é sempre lavar o local, se possível com água corrente, proteger a área afetada e procurar atendimento médico em um pronto socorro com atendimento especializado para cuidar do ferimento”, diz o cirurgião plástico do Centro de Trauma do Hospital Samaritano, Dr. Silvio Previde Neto.

Por conta do crescimento de vítimas no mês de junho, foi criado o Dia Nacional de Luta Contra as Queimaduras, que é celebrado em 06 de junho.

“Nosso país registra cerca de um milhão de vítimas de queimaduras por ano. A data foi criada para alertar as pessoas sobre os riscos de queimaduras, principalmente no mês de junho, quando os riscos são maiores”, ressalta Dr. Previde.

Existem quatro níveis de queimaduras, que vão do primeiro ao quarto grau. A queimadura de primeiro grau é leve, atinge apenas a parte externa da pele, não causando sangramento.

Em queimaduras de segundo grau, a lesão destrói a epiderme e lesiona moderadamente a camada mais profunda da pele e pode lesionar terminações nervosas, glândulas sudoríparas e folículos pilosos. No terceiro grau a lesão é profunda, atingindo todas as camadas da pele, podendo atingir as camadas de gordura, músculos e ossos. “O atendimento especializado é muito importante, pois muitas vezes o ferimento é pequeno, porém profundo e o atendimento realizado de forma adequada, pode evitar sequelas causadas pelas lesões”, conclui Dr. Previde.

Para saber mais sobre o assunto, veja a entrevista com o Dr. Silvio Previde:

Como opção, escute o boletim “Especialista Samaritano” sobre o assunto:

Centro de Referência no Tratamento das Lesões de Nervos Periféricos

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Centro de Atenção ao Tabagismo

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