Problemas neurológicos em crianças: a importância do diagnóstico precoce

Desde o nascimento até a adolescência, a avaliação neurológica deve ser realizada

Hospital Samaritano


9 de junho de 2016


4 minutos
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Desde o nascimento até a adolescência, a avaliação neurológica, considerando as áreas motoras, cognitivas, de linguagem e comportamentais, deve ser realizada visando a detecção precoce de disfunções que podem prejudicar o desenvolvimento, como risco de distúrbios de aprendizado, de autismo, de hiperatividade etc.

A disfunções neurológicas mais frequentes são:

  • Atrasos no desenvolvimento
  • Dores de cabeça
  • Convulsões (genéticas ou de causas adquiridas)
  • Aumento anormal perímetro craniano
  • Fechamento precoce da fontanela
  • Alterações no tonus muscular (Hipertonia ou rigidez muscular; hipotonia muscular)
  • Falta de coordenação motora adequada para a idade
  • Lesões cerebrais traumáticas
  • Infecções (meningite e meningoencefalite)
  • Alterações genéticas e ambientais (desde o ambiente intrauterino, perinatal ou após o nascimento)
  • O estilo de vida da mãe (uso de drogas lícitas como o tabaco e bebidas alcoólicas, drogas ilícitas, medicamentos teratogênicos, que levem a mal formações, etc.)

Opções de tratamentos

Os tratamentos para essas doenças são diversos e o diagnóstico precoce pode definir como será o desenvolvimento da criança, buscando uma melhor qualidade de vida.

Pediatra do Samaritano há mais de 20 anos, Dra. Saada Ellovitch realiza um trabalho de neurodesenvolvimento com crianças que sofrem com essas patologias. Iniciado há oito anos, o trabalho consiste em uma avaliação da criança, tanto na fase escolar quanto na pré-escolar, para diagnosticar qualquer dificuldade que ela tenha.

“O objetivo principal é fazer o diagnóstico o quanto antes dessas sutilezas do neurodesenvolvimento, porque quanto mais precoce for, mais cedo será a intervenção terapêutica”, afirma a especialista.

A ideia é desenvolver os pacientes de maneira que tenham melhores funcionalidades e trabalhar também no alicerce do neurodesenvolvimento, para que a criança de desenvolva mais plenamente na vida social. O trabalho também ajuda a descobrir de onde veio a alteração neurológica para que haja orientação de risco de recidiva familiar e planejamento do tratamento, que pode ser farmacológico ou por intervenções multidisciplinares (psicoterapia, fisioterapia, terapia ocupacional, treinamento parental e habilitar outros adultos cuidadores).

Segundo Dra. Saada, os resultados são muito bons. “Quanto mais precoce a intervenção e o estímulo, melhor o resultado”. É importante ressaltar que o tratamento e o acompanhamento são compostos pelos médicos e terapeutas com amplo conhecimento e experiência no assunto. “Os estímulos acontecem na casa da criança, na escola que ela frequenta, habilitando todos os que interagem com o paciente, pois temos que levar a psicoeducação a todos os adultos que estão envolvidas com as rotinas dessas crianças”, explica.

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