A importância da alimentação no tratamento oncológico

Como driblar a falta de apetite e garantir a nutrição adequada durante o tratamento do câncer

Hospital Samaritano


16 de setembro de 2016


6 minutos

Tratamentos, como quimioterapia e radioterapia, provocam uma série de efeitos colaterais em pacientes com câncer, inclusive mudanças na alimentação.

Em geral, os principais efeitos colaterais do tratamento são: náuseas, vômitos, diarreia, lesão na mucosa, alteração de paladar, falta de apetite e boca seca. Estes sinais impactam negativamente na capacidade do paciente conseguir se alimentar. Saber identificá-los e ter alternativas para que a pessoa possa comer é fundamental para que, neste período, não haja perda de peso e comprometimento do estado nutricional.

O indicado é que o paciente faça um acompanhamento com o nutricionista, que poderá adequar a dieta conforme suas preferências e a cada sintoma que surgir, garantindo que a ingestão alimentar não fique prejudicada.

“A alimentação para o paciente oncológico tem o objetivo de garantir o estado nutricional adequado e fortalecimento do sistema imunológico, garantindo que a pessoa fique fortalecida para receber o tratamento”, reforça Larissa Lins, nutricionista do Hospital Samaritano.

Os cuidados visam garantir que o paciente fique bem nutrido e que coma alimentos com menor risco de contaminação. Ao longo do tratamento, muitas vezes, a pessoa fica com as defesas comprometidas e, por isso, a alimentação deve ter um bom controle para evitar alimentos contaminados.

Para ajudar a controlar náuseas e vômitos – principais efeitos colaterais do tratamento – a especialista recomenda: “O gengibre foi reconhecido como antiemético natural, portanto recomenda-se balas, chá e suco com gengibre”. Já para deixar a comida mais bem temperada, a nutricionista orienta: “Use sal de ervas, azeite e limão colocando nos alimentos depois de prontos”.

E os suplementos nutricionais?

Suplementos são bebidas completas que possuem concentração de proteínas, calorias, gorduras, fibras, vitaminas e minerais. Como possuem uma composição nutricional balanceada, e normalmente são concentrados em pequenos volumes, podem ajudar na recuperação ou manutenção do estado nutricional dos pacientes oncológicos. Devem, porém, ser consumidos apenas com orientação médica.

O que evitar?

Cada organismo reage diferente ao tratamento e pode se tornar intolerante a algum grupo de alimento. Em geral, evite alimentos de rua e produtos de marca não idônea. Prefira fazer as refeições em casa e só vá a restaurantes que conheça a procedência da refeição.

“A restrição de alimentos não deve existir, considerando toda a dificuldade que o paciente já passa para se alimentar. Para estes pacientes, é necessário que eles se alimentem com o alimento que conseguir e caso não consigam, variar a alimentação. Quando há perda de peso, deve-se procurar um nutricionista para direcionar o uso adequado de suplementação nutricional”, orienta Larissa.

Quais os principais nutrientes que a alimentação oncológica deve ter?

Indica-se uma alimentação saudável baseada no guia alimentar, assim como para as demais pessoas. Nutrientes como proteínas, glutamina, fibras e outros devem ser indicados pelo nutricionista e em casos especiais, portanto não havendo uma indicação generalizada.

3 dicas para driblar a falta de apetite:

  • Fracione as refeições, comendo de 3/3 horas ou até de 2/2 horas e faça pratos com porções menores. Prefira montar os alimentos em pratos de sobremesa.
  • Suplemente as refeições com azeite para aumentar o valor energético, sem aumentar o volume de alimentos.
  • Sempre consulte um nutricionista para avaliar a necessidade de introduzir suplementos.

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