Saiba mais sobre a retocolite ulcerativa, uma doença inflamatória intestinal

Diarreia, cólicas, dores abdominais e uma necessidade urgente de ir ao banheiro são alguns dos sintomas

Hospital Samaritano


10 de agosto de 2016


5 minutos
shutterstock_155428517

A retocolite ulcerativa inespecífica (R.C.U. I) é uma forma de doença inflamatória intestinal (DII) que, provavelmente, quase nunca ouviu falar. Considerada crônica, ou seja, uma doença que não desaparece, não é contagiosa. Ela se caracteriza por uma inflamação e ulcerações no intestino grosso e no reto em sua camada mais superficial, a mucosa. Esse processo provoca sintomas como diarreia, hemorragia, cólicas, febre e emagrecimento.

Ao contrário da doença de Crohn, que também é uma DII, a retocolite ulcerativa normalmente não afeta a espessura completa da parede intestinal e quase nunca afeta o intestino delgado. A doença costuma acometer mais frequentemente o reto e o sigmóide (fim do intestino grosso), podendo estender-se de forma parcial ou total pelo restante intestino grosso. A extensão do intestino que é afetada é o que classifica a doença como leve, moderada ou grave. Todo o cólon comprometido se denomina pancolite.

Se você tem alguma dessas doenças, certamente você não está sozinho. Nos Estados Unidos, são mais de 1,4 milhões de pessoas com doença de Crohn e retocolite ulcerativa. E pelo menos 140.000 delas são menores de 18 anos. A retocolite ulcerativa normalmente surge entre os 15 e os 30 anos. Uma minoria dos afetados sofre o seu primeiro ataque entre os 50 e os 70 anos.

Sintomas

Os principais sintomas da retocolite ulcerativa são: diarreia (frequentemente com sangue), cólicas e dores abdominais, além de uma necessidade urgente de ir ao banheiro.

“Os sintomas dos portadores da Doença de Crohn e da retocolite vão e vem nas suas formas iniciais. Algumas vezes, o paciente se sentirá muito doente, porém algumas vezes poderá nem lembrar que tem alguma DII, porque estará muito bem.

Mas a tendência é piorar se não houver tratamento adequado”, comenta o Dr. Alexandre Fonoff, coordenador do Centro de Coloprocto do Hospital Samaritano de São Paulo.

Vale ressaltar que a maior parte das pessoas que vive com essas doenças sente-se saudável com mais frequência do que doente. Por isso o diagnóstico pode passar despercebido.

Diagnóstico e tratamento

Para diagnosticar a doença, o gastroenterologista questiona sobre os sintomas e a sua frequência, bem como o histórico familiar. Exames como os de sangue auxiliam, pois existem marcadores sugestivos de doença, bem como podem sinalizar algo menos específico, mas não menos importante como inflamação ou até mesmo infecção.

O exame de fezes apontando possíveis sangramentos também é utilizado no diagnóstico. Outro padrão que melhor caracteriza a doença é a colonoscopia, que é simplesmente uma forma de examinar o interior do cólon para verificar a existência de algum sangramento, de úlceras ou de inflamações dentro das paredes do cólon.

Permite a realização de biópsias que auxiliam muito na definição diagnóstica. Por serem consideradas doenças crônicas, o tratamento é de longo prazo e visa controlar a doença ativa e, após este controle, mantê-la em remissão.

O tipo de medicação para controlar a inflamação depende da gravidade da enfermidade, da extensão afetada dos intestinos e se o paciente apresenta complicações.

Centro de Referência no Tratamento das Lesões de Nervos Periféricos

Ver Todos

Centro de Atenção ao Tabagismo

Ver Todos
Hospital Samaritano São Paulo

Hospital Samaritano São Paulo