Incontinência urinária atinge 35% das mulheres após a menopausa

Doença, que acomete principalmente pessoas do sexo feminino e idosos, possui diversas formas de tratamento

Hospital Samaritano de São Paulo


7 de novembro de 2016


4 minutos

Apesar de ser um problema relativamente simples, a incontinência urinária pode trazer diversos malefícios à saúde, pois é uma condição que afeta diretamente a qualidade de vida, o bem-estar físico, emocional, psicológico e social. A doença pode atingir homens e mulheres, mas é mais comum no público feminino e em idosos.

Estima-se que cerca de 60% dos indivíduos com mais de 60 anos apresentam algum grau de incontinência urinária. No caso das mulheres, aproximadamente 35% delas acabam desenvolvendo a doença, após a menopausa, porém, ela pode atingir pessoas de todas as idades.

“A incontinência urinária é caracterizada pela perda de urina em situações em que a pessoa não deseja urinar voluntariamente, como, por exemplo, ao subir escadas, em um acesso de riso, ao correr etc.”, explica o Coordenador do Núcleo de Urologia do Hospital Samaritano de São Paulo, Dr. Alexandre Crippa.

Segundo o especialista, existem diversos fatores que podem causar o problema em mulheres. Dentre eles, estão gravidez, tumores na região da bexiga, obesidade, bexiga hiperativa e cirurgias ginecológicas.

Incidência maior em mulheres

Devido às diferenças anatômicas e hormonais em relação aos homens, a incontinência urinária acaba sendo mais comum em mulheres. No caso delas, o problema geralmente está relacionado aos esforços, como atividades físicas, espirros ou tosses. “A incontinência urinária também pode se apresentar como a sensação de urgência para urinar, seguida pela perda urinária”, complementa o especialista.

Assim que perceber algum dos sintomas, a mulher deve procurar ajuda médica, pois o problema pode trazer constrangimento, inclusive, afastando a pessoa do convívio social por vergonha.

Tratamento

Após o diagnóstico, o especialista irá indicar o tipo de tratamento, que pode variar de caso a caso. Dentre as opções destacam-se os medicamentos, exercícios de fisioterapia focados no fortalecimento do assoalho pélvico, botox e, em situações mais graves, recomenda-se a cirurgia.

“É importante lembrar que a incontinência urinária nem sempre pode ser evitada, mas é possível eliminar hábitos que aumentam o risco de desenvolver o problema, como tabagismo, obesidade, falta de exercícios, dentre outros”, finaliza Dr. Crippa.

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