Ejaculação precoce afeta quase 30% dos homens brasileiros

Problema, que muitas vezes é tratado com vergonha, possui várias opções de tratamento

Hospital Samaritano de São Paulo


13 de fevereiro de 2017


4 minutos

Estima-se que quase 30% dos homens brasileiros sofram de ejaculação precoce ou prematura, como é conhecida. Este problema é definido como a incapacidade de controlar a ejaculação durante o ato sexual. Considerado ainda um tabu por grande parte dos homens, muitos passam meses com o problema antes de procurar ajuda médica.

“A vergonha ou sensação de culpa muitas vezes impede o homem de expor ou reconhecer o que está acontecendo. O medo e a ansiedade podem desencadear um círculo vicioso que, se não cuidado da maneira correta, impede uma vida sexual plena e saudável”, explica Dr. Thiago Seiji, urologista do Núcleo de Urologia do Hospital Samaritano.

Dr. Seiji explica que “não existe um tempo mínimo considerado normal, porém alguns homens ejaculam antes ou logo após a penetração, o que pode gerar desconforto e angústia para o casal”.

Fatores genéticos, metabólicos, hormonais e psicossociais podem contribuir para a origem ou agravamento do problema. “Não se deve confundir ejaculação precoce com disfunção erétil, embora possam estar correlacionados. Cada caso deve ser analisado separadamente”, comenta.

O tratamento da ejaculação precoce pode ser feito de várias formas. Em geral, psicoterapia, fisioterapia, medicações via oral ou tópicos com anestésicos locais são os mais indicados.

Segundo o especialista, o tratamento com psicoterapia, apesar de factível, ainda carece de evidência científica de qualidade para ser recomendado para todos os pacientes. “Em alguns casos, o problema é passageiro e associado a fatores emocionais”, conta.

Atualmente, o tratamento mais utilizado baseia-se no uso de medicações orais de uso contínuo ou sob demanda (antes das relações sexuais). “Há evidências científicas comprovando um aumento de até oito vezes no tempo até a ejaculação”, destaca Dr. Seiji.

Neste sentido, o médico também faz um alerta: “Muito cuidado com tratamentos milagrosos que prometem a resolução do problema em um ‘passe de mágica’. Alguns destes produtos podem ser perigosos e devem ser evitados.

Para finalizar, Dr. Thiago Seiji orienta: “O diagnóstico correto e o tratamento devem ser realizados sob supervisão médica, sendo que a avaliação de um especialista é fundamental para determinar o tratamento mais adequado para cada um”.

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