Cistite em homens: problema pode estar relacionado com doenças da próstata

Homens acima dos 60 anos são mais vulneráveis ao problema

Hospital Samaritano de São Paulo


27 de janeiro de 2017


4 minutos

Muitas pessoas acreditam que a cistite é uma doença exclusivamente feminina, mas o problema também pode acometer pessoas do sexo masculino. “A cistite nada mais é do que um processo inflamatório na bexiga, órgão responsável pelo armazenamento da urina produzida pelos rins, causado principalmente por bactérias”, esclarece o Coordenador do Núcleo de Urologia do Hospital Samaritano, Dr. Alexandre Crippa.

O problema é geralmente associado às mulheres pois elas acabam sofrendo mais com o problema. Mas por quê isso acontece? “O principal motivo de a doenças acometer mais mulheres é o tamanho da uretra. Nelas, o órgão é em média 4 vezes mais curto e a migração de microrganismos do meio externo para o trato urinário acontece com mais facilidade”, explica o especialista. A uretra maior serve como uma espécie de barreira para os homens, dificultando a ação das bactérias. Mas isso não significa que eles estão seguros. “A proporção estimada é de aproximadamente quatro casos em mulheres para um caso em homens”, revela o Dr. Crippa.

Justamente por ser menos comum, quando um homem tem cistite e ela se torna recorrente, é fundamental investigar doenças subjacentes, como cálculos urinários, neoplasia ou hiperplasia da próstata. A cistite pode estar associada com problemas da próstata quando dificulta a saída de urina e facilita a aderência da bactéria na bexiga. “A presença de infecção urinária em homens não é comum e todo homem com sintomas sugestivos de cistite deve procurar um médico urologista para avaliação adequada”, alerta o especialista.

Tratamentos e precauções

Os principais sintomas da cistite são ardência ao urinar, aumento da frequência urinária, dor na região inferior do abdômen, alteração do jato urinário e, em casos mais graves, febres e calafrios. “Algumas doenças sexualmente transmissíveis também podem causar infecções no trato genitourinário. As uretrites gonocóicas e não-gonocóicas são um exemplo”, alerta o Dr. Crippa. Por isso, caso haja suspeita de cistite tanto em homens quanto em mulheres, o recomendável é não ter relações sexuais até o quadro melhorar.

O tratamento para curar a cistite é o mesmo para ambos os sexos. Ele pode variar de três a 21 dias, dependendo da extensão da infecção e comprometimento de outros órgãos e é feito com antibióticos. “O acompanhamento de um urologista durante o tratamento é importante para avaliar a necessidade de tratamento adicional e, após o tratamento, é crucial para que o problema não se torne recorrente” finaliza o especialista.

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