Saiba mais sobre a vacina de febre amarela

Dra. Maria Luisa Moura, infectologista do Hospital Samaritano, explica as recomendações da vacina

Hospital Samaritano de São Paulo


14 de fevereiro de 2017


6 minutos

Desde os últimos meses de 2016, tem-se falado muito sobre o surto de febre amarela no País. O aumento do número de casos tem gerado grande procura pela vacina e também causado dúvidas entre as pessoas.

Dra. Maria Luisa do Nascimento Moura, infectologista do Hospital Samaritano de São Paulo, explica que os registros da doença até agora no Brasil são decorrentes do chamado ‘Ciclo Silvestre da Febre Amarela’. “Neste caso, o vírus é transmitido por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, presentes em regiões rurais, de mata e próximas a rios. No entanto, também existe a possibilidade do vírus ser transmitido pelo Aedes aegypti, responsável pelo ciclo urbano da doença”, comenta a médica.

Os sintomas mais comuns da febre amarela são febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos.

A principal forma de prevenção da febre amarela é a vacinação. Devem ser vacinadas pessoas que residem ou que viajarão para áreas de risco. São elas: regiões de mata e rio de todos os estados da região Norte e Centro-Oeste, parte do Nordeste (Maranhão, sudoeste do Piauí e sul da Bahia), parte do Sudeste (Minas Gerais, oeste de São Paulo e norte do Espírito Santo) e parte da região Sul (oeste dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

Nestas áreas, também é recomendado o uso de repelente, roupas de manga comprida e calça para evitar picadas.

A idade mínima para a vacinação é de seis meses. Nas regiões em que o surto não está ocorrendo, a recomendação é a partir dos nove meses para que haja mais chance de desenvolvimento de anticorpos.

“É importante lembrar que gestantes, pessoas com alergia a ovo, com mais de 60 anos, com deficiência de imunidade e crianças menores que seis meses não devem tomar a vacina. Em casos de situações de muito risco, consultar sempre um profissional de saúde para avaliação. No caso de epidemias, essas situações têm que ser avaliadas individualmente por um médico”, orienta a médica especialista.

Pessoas com viagem marcada para áreas de risco e que nunca foram vacinadas devem se vacinar pelo menos 10 dias antes da viagem, a fim de garantir o desenvolvimento de anticorpos contra o vírus. No caso de pessoas que tomaram a vacina há mais de dez anos, deve-se tomar uma dose de reforço.

“São raros os efeitos da vacina em pessoas que não tem deficiência de imunidade. No entanto, em adultos ou crianças pode haver dor no local, febre e mal estar”, alerta Dra. Maria Moura.

A vacina tem validade de 10 anos para maiores de cinco anos. Nas crianças, a recomendação é de vacinação aos nove meses e aos quatro anos de idade.

A vacina é disponibilizada pelo Ministério da Saúde e está disponível em Unidades Básicas de Saúde de todos os municípios do país.

Para mais detalhes sobre áreas de risco e onde pode ser encontrada a vacina, acesse o site do Ministério da Saúde: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/febreamarela/index.php

Centro de Referência no Tratamento das Lesões de Nervos Periféricos

Ver Todos

Centro de Especialidades Pediátricas

Ver Todos