Doenças pulmonares exigem cuidados especiais em viagens aéreas

Hospital Samaritano de São Paulo


5 de janeiro de 2017


5 minutos
Principalmente durante o final do ano, muitas pessoas tiram férias e embarcam em aviões a fim de curtir o período de descanso. Porém, grande parte delas não sabe que nosso corpo sente o impacto da diferença de altitude que um voo nos submete. Esta diferença é sentida, principalmente por quem tem problemas pulmonares, por isso, eles devem ter maiores cuidados ao voar.
 
A maioria das pessoas vivem ao nível do mar ou em altitudes relativamente baixas, nas quais a pressão atmosférica comum é de 760mmHg. O avião pode chegar até dez mil metros de altura. Isso faz com que a pressão diminua para 430mmHg, fazendo com que a concentração de oxigênio no sangue caia para 80%, sendo que o mínimo recomendado é 92%. “A falta de oxigênio circulante pelo corpo faz todas as células apresentarem algum grau de sofrimento. As células que mais sofrem são as do sistema nervoso central (cérebro) e do coração”, diz o Dr. Mauro Gomes, Pneumologista do Hospital Samaritano de São Paulo.
 
Com a pressurização da cabine, obrigatória e padronizada em todos os voos, as pessoas geralmente conseguem ter uma viagem tranquila. Mas há quem sofra com certas doenças pulmonares e que sinta ainda mais os efeitos da altitude em voo. Nessas pessoas, os sintomas e riscos da falta do oxigênio no sangue são acentuados. Por isso, são exigidos cuidados ainda maiores.
 
As principais doenças pulmonares que aumentam os riscos de complicações em viagens aéreas são a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e a Fibrose Pulmonar. Para que os portadores dessa doenças consigam viajar, o primeiro passo é conversar com o médico, que irá avaliar junto ao paciente a necessidade ou não da utilização de suplementação de oxigênio e de uma profilaxia para trombose venosa profunda e embolia pulmonar, além da medicação habitual.
 
Segundo o Dr. Mauro, também será necessário que o médico preencha o MEDIF, Medical Information Form, formulário médico detalhado sobre o paciente que viajará e suas necessidades, como maca, bateria, cadeira de rodas e oxigênio, por exemplo. Esse formulário deverá ser então encaminhado para a companhia aérea com antecedência para que as exigências sejam cumpridas.
 
No caso dos portadores de doenças pulmonares crônicas, é comum que seja necessário um suplemento de oxigênio. Entretanto, os modelos comuns, de cilindro, não são apropriados para grandes altitudes. Os modelos disponíveis e aprovados para os voos são alguns específicos, estabelecidos pela Agência Internacional de Aviação. Com esses cuidados, mesmo essas pessoas podem fazer uma viagem tranquila e segura.

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