Desidratação prejudica organismo e pode levar à morte

Hospital Samaritano de São Paulo


16 de março de 2017


5 minutos

Já parou para pensar do porquê o ser humano sente sede e precisa se hidratar constantemente? E do porquê é recomendada a ingestão de, pelo menos, dois litros de água todos os dias?

O corpo humano precisa de água para realizar suas funções vitais mais básicas. Tudo porque o sangue, que nutre o todo o corpo, é composto por diversas células, como leucócitos, plaquetas, hemácias e o plasma, líquido feito de água, sódio, potássio, proteínas e gás carbônico. A desidratação ocorre quando a pessoa começa a perder o componente líquido do sangue, principalmente a água.

A equação da desidratação é simples. Ela ocorre quando a perda de líquidos é maior do que a ingestão. Com menos líquido, o sangue fica mais grosso, concentrado e circula com mais dificuldade pelos órgãos. “Como o sangue é responsável pelo adequado funcionamento das células, quando seu componente líquido está em falta, a oferta de sangue é inadequada”, diz o Dr. Maurício Jordão, clínico geral do Hospital Samaritano de São Paulo.

Por isso, é preciso ficar atento as principais formas em as quais o corpo perde água. As maiores perdas geralmente ocorrem pelo trato gastrointestinal, com sintomas como vômitos e diarreia; pela pele, com sudorese e queimaduras, e pelos rins, com o abuso de diuréticos e excesso de excreção. “Tem também o chamado sequestro de líquido, que ocorre quando o líquido fica retido e a perda não é aparente, como em fraturas extensas e obstrução intestinal”, conta o especialista.

Todos os sintomas da desidratação estão relacionados principalmente à diminuição da circulação dos tecidos. Há queixas de fadiga, sede, cãibra e tontura. Em casos mais graves, podem aparecer dor abdominal, no peito, letargia e confusão mental. Por isso, a prevenção é de extrema importância: “Ao surgir causas claras como febre, vômitos e diarreia procure repor as perdas. Ao se exercitar, lembre-se da hidratação como parte fundamental da atividade física. Dias mais quentes, onde as perdas pela pele são maiores, também merecem atenção”, explica o médico.

Em crianças e idosos, os cuidados devem ser ainda maiores. O organismo desses grupos, além de desidratar com mais facilidade, também tolera menos o quadro. Para todos os casos, a recomendação de tratamento é repor os líquidos. Em casos mais leves, água basta. Mas casos mais graves ou que envolvem vômitos, quando não é possível a hidratação via oral, é preciso reidratar o corpo com soro. A desidratação, sem os devidos cuidados, pode se agravar e causar um estado de choque o qual nenhum órgão funciona por conta da circulação ineficiente de sangue, quadro este que leva à morte.

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