Dor nas costas é sinal de hérnia de disco?

Hospital Samaritano


24 de dezembro de 2015


6 minutos
22-12 Dor nas costas é sinal de hérnia de disco

Se você sente dor nas costas e logo recorre aos analgésicos para aliviar o desconforto, cuidado! O incômodo pode ser sinal de algum problema de saúde que vai além da má postura e a ingestão de remédios sem prescrição ajudam a atrasar o diagnóstico. Depressão, hérnia de disco e até problemas renais podem ser detectados pelo seu médico a partir desse sintoma, muito comum entre os brasileiros.

Dados da primeira Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), revelaram que a dor nas costas, ao lado de gripes e resfriados, está entre os principais motivos de afastamento dos brasileiros no trabalho, escola e outras atividades de rotina. Porém, o fato de estar presente no dia a dia da população não justifica a desatenção.

No caso da hérnia de disco, a maioria dos pacientes apresentam dores muito fortes, geralmente nas regiões lombar e cervical da coluna, áreas que suportam mais cargas e estão mais expostas aos movimentos. O que não é regra. Uma pessoa pode ter a doença e não se dar conta, pois ela também provoca dores leves e moderadas. As pernas, coxas e braços também podem ser locais de instalação do incômodo. Ainda há outros sintomas, como a sensação de fraqueza e o formigamento.

Confira abaixo mais informações sobre o diagnóstico e os cuidados para evitar o seu surgimento.

# Será que tenho hérnia de disco?

A hérnia de disco ocorre quando parte de um disco invertebral, estrutura que evita o atrito entre uma vértebra e outra, sai da posição normal e comprime a medula espinhal ou as raízes dos nervos. A predisposição genética e o envelhecimento, assim como a falta de atividades físicas e o tabagismo, são fatores que contribuem para o seu aparecimento.

# Que exames meu médico vai pedir?

Para o diagnóstico correto, primeiro o médico fará um exame físico para avaliar os locais onde você sente dor ou a sua sensibilidade na região das costas. Na sequência é feito um exame neurológico para análise de reflexos, forças musculares, capacidade de andar e sensibilidade para toques, vibrações e pontadas. Se os exames não forem suficientes, o especialista ainda poderá solicitar outros testes (eletromiografia, mielograma, ressonância magnética ou tomografia computadorizada da coluna e raio-X da coluna).

# Quais os cuidados para evitar a doença?

Praticar exercícios físicos moderados e cultivar uma postura corporal correta durante toda a vida são métodos de prevenção eficientes. Assim como evitar todos os tipos de excessos, desde o acúmulo de peso até o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, das próprias atividades físicas e do cigarro. Utilizar técnicas adequadas para o levantamento de peso também é recomendável, além de exercícios moderados que fortaleçam a musculatura abdominal e da coluna.

# Tem tratamento?

Tem! Felizmente a maioria dos quadros pode ser revertida com o uso de analgésicos e anti-inflamatórios aliado ao repouso, fisioterapia e acupuntura. A definição pelo tratamento cirúrgico, ou não, é de responsabilidade médica. O especialista avaliará a gravidade dos sintomas e o déficit motor. Geralmente os casos cirúrgicos são indicados quando o paciente não responde aos tratamentos convencionais, para correções de defeitos mecânicos ou se os sintomas não desaparecerem ao longo do tempo.

É importante lembrar que o consumo de analgésicos não é indicado antes da recomendação médica. A automedicação costuma ser prejudicial e pode levar a um quadro crônico, dificultando o diagnóstico precoce e o tratamento correto.

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