Saiba mais sobre a quimioterapia, principal tratamento para o câncer

A quimioterapia pode ser administrada de inúmeras formas e com diversos medicamentos, dependendo do caso.

Hospital Samaritano


24 de outubro de 2016


6 minutos

A partir de um diagnóstico de câncer, uma das formas de tratamento mais comum da doença é a quimioterapia. Apesar de muito falado e conhecido, o método ainda levanta muitas dúvidas entre leigos.

O principal objetivo do tratamento é o de controlar o tumor maligno, mas isso se dá de formas diferentes, dependendo do tratamento. Segundo o Dr. Paulo César Varella, especialista em oncologia do Hospital Samaritano, a prescrição do tratamento pelo médico depende de algumas variáveis. Além das condições de saúde do paciente, também é avaliada a finalidade do tratamento – se curativo ou paliativo – e o órgão em que o tumor se encontra. A partir de então, é definido se será empregada a monoterapia ou uma associação de medicamentos para o controle da doença, que pode se dar de duas formas:

Via oral: atualmente já existem vários quimioterápicos orais, mas estes demandam condições para a aderência e tolerância do paciente. Os pacientes que recebem tratamento por via oral o fazem em sua própria casa, o que permite maior conforto, mas exigem dos paciente e equipe assistente uma instrução rigorosa.

Via parenteral: dependendo do protocolo empregado, os medicamentos injetáveis (parenteral) serão administrados, na maioria das vezes, por via endovenosa, mas outras vias também podem ser utilizadas, como a via subcutânea, intramuscular, intra-arterial, entre outras. Por qualquer destas vias, a administração é realizada no ambiente adequado, com profissionais qualificados. Com uma maior frequência a quimioterapia é usada com fins de curar o paciente com câncer. A diferença é o momento em que o tratamento ocorre. A neoadjuvante “é administrada antes da realização de uma cirurgia ou radioterapia, permitindo uma cirurgia mais adequada após a redução ou desaparecimento do tumor e, desde logo, um controle sistêmico”, conta o Dr. Paulo. Caso realizada após um procedimento cirúrgico que já retirou o tumor, tem como objetivo eliminar possíveis rastros, ou micrometástases, que ainda possam estar presentes. Já a paliativa é comumente usada em pacientes com metástase, diminuindo os sintomas da doença e aumentando o tempo de vida do paciente.

Efeitos colaterais Mas apesar de combater o câncer, esses medicamentos também causam efeitos colaterais. Eles não matam apenas as células neoplásicas, como também atacam as normais na fase da divisão celular, o que diminui ou impede a renovação celular. Por isso, o tratamento com a quimioterapia pode diminuir as células sanguíneas, inclusive as de defesa, o que aumenta as chances de infecções no organismo. É muito observado também a queda no número de plaquetas, anemia, inflamação das mucosas da boca e do aparelho digestivo – o que causa sintomas como náuseas e vômitos – e as clássicas perda de cabelo, fadiga e cansaço. No entanto, com a orientação correta, esses efeitos podem ser amenizados e até prevenidos.

Contra-indicação Ao ser diagnosticada a neoplasia, as únicas ressalvas ou contra-indicações para o tratamento com a quimioterapia têm relação com as condições de saúde do paciente, como idade e coexistência de outras doenças, o que poderá limitar a capacidade desse paciente em tolerar os efeitos colaterais.

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