Cuidados diários com a pele podem prevenir o melanoma

Tipo mais grave e letal de câncer de pele pode ser evitado com certos cuidados e hábitos

Hospital Samaritano de São Paulo


25 de maio de 2017


4 minutos

Maio é o mês do melanoma, tipo de câncer de pele mais agressivo. Com o aumento da incidência dos raios UV (ultravioletas) sobre a superfície da Terra, corremos mais riscos ao pegarmos sol, seja indo para o trabalho ou aproveitando o dia na piscina.

A exposição desprotegida ao sol é uma das principais causas para o melanoma, de acordo com o Dr. Urias de Paula, oncologista do Hospital Samaritano de São Paulo: “Este tipo de tumor é altamente relacionado à exposição solar, apesar de uma pequena porcentagem ocorrer por predisposição genética”.

Ainda segundo o especialista, a incidência da doença vem crescendo ano a ano, sendo que, comparando as estatísticas dos anos 1970 com as atuais, houve um aumento de três vezes nos casos. “O melanoma tem grande capacidade de disseminação quando penetra na derme, camada mais profunda da pele”, explica.

Por isso, falar sobre o assunto tem se tornado cada vez mais importante, principalmente quando as estatísticas indicam que esse câncer afeta principalmente países com maior incidência de raios ultravioletas (UV), como a Austrália e o Brasil.

Esse carcinoma pode se manifestar por meio de manchas de diferentes padrões, guardando algumas características, como cores distintas na mesma lesão, incluindo pequenas áreas brancas e periferia irregular. Tradicionalmente, porém, a predominância de cor varia do marrom claro até o negro. A suspeita é feita a olho nu, com a dermatoscopia, procedimento com aparelho simples que direciona a luz aos tecidos da lesão, auxiliando com alta resolução diagnóstica.

Vale lembrar que a maior incidência, na exposição solar, não está tão relacionada àquela diária, do trabalhador braçal ou o trabalhador que se desloca sob o sol. Mas sim à exposição intermitente, tais como ocorre quando vamos à praia, piscina e situações as quais há grande superfície corporal exposta e, consequentemente, maior quantidade de raios ultravioletas recebidos.

O melhor tratamento, claro, é a prevenção, com cuidados que envolvem principalmente a proteção da pele com protetores solares clássicos e a observação frequente quanto ao surgimento de manchas, não esquecendo que há grande ocorrência de lesões em dorso e outras áreas que o paciente não pode ver, sendo necessária observação de terceiros. Entretanto, quando a doença já se instalou, o mais comum é a retirada do tumor através de cirurgia e, posteriormente, o tratamento com quimioterapia ou radioterapia.

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