Tudo sobre a esclerose múltipla

Saiba tudo sobre a doença, como afeta o organismo, causas, diagnóstico e tratamento

Hospital Samaritano de São Paulo


6 de fevereiro de 2017


16 minutos

A esclerose múltipla é uma doença neurológica caracterizada por uma inflamação em qualquer parte do sistema nervoso central, que é constituído pelo cérebro, cerebelo, tronco cerebral, medula espinhal e nervos ópticos.

Ela acontece quando o sistema imunológico deixa de reconhecer como próprio algumas partes do nosso sistema nervoso, levando a um ataque a uma parte específica chamada de bainha de mielina.

“A bainha de mielina é uma capa gordurosa que envolve os nervos, permitindo que a velocidade de condução seja mais rápida. Quando o sistema imunológico não reconhece mais essa parte do nervo como própria do organismo, ele tenta destruir essas estruturas da mesma forma como faz com as bactérias, vírus e outros microrganismos que invadem o nosso corpo. Isso cria um processo inflamatório, levando a dano e até mesmo a perda dessas bainhas de mielina. Por isso, chamamos o processo de desmielinizante”, explica Dr. Lécio Figueira Pinto, neurologista do Hospital Samaritano.

A esclerose múltipla acontece em surtos, em que existe processo inflamatório em determinada região do sistema nervoso. A pessoa apresentará sintomas dependendo da parte afetada. Por exemplo, se a inflamação for no nervo óptico direito, perceberá um borramento na visão do olho direito; se afetar a medula, poderá perceber alteração, sensibilidade e/ou força nas pernas, dificuldade para andar e até mesmo alteração no controle da bexiga. Um dos sintomas mais comuns na esclerose múltipla é a alteração dos nervos responsáveis pela sensibilidade.

Os surtos ocorrem em momentos diferentes, podendo ser separados por meses e até anos. As características da doença variam bastante de pessoa a pessoa, alguns tem surtos muito graves, frequentes, outros tem doença com surtos leves e muito espaçados.

O médico, especialista no assunto, comenta sobre uma confusão comum sobre a doença. “Embora em casos mais graves é possível que a memória, o raciocínio e outras funções cognitivas sejam afetados, a esclerose não tem nada a ver com ficar esclerosado. A esclerose múltipla vem da análise microscópica das lesões, em que ocorre o processo inflamatório, com desmielinização e formação das chamadas ‘placas’, que aparecem como regiões endurecidas; daí ser chamada de esclerose”, diz Dr. Figueira.

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