Diferença entre raio-X, tomografia, ressonância e ultrassom

Entenda melhor qual a função de cada exame por imagem

Hospital Samaritano de São Paulo


17 de Janeiro de 2017


5 minutos

Raio-X, tomografia, ressonância e ultrassom são tipos de exames de diagnóstico por imagem, que auxiliam o médico a avaliar com mais clareza determinado problema. Como possuem diferentes funções e podem ser solicitados com certa frequência, é importante entender melhor cada um.

Independente do método de diagnóstico, ressaltamos a importância de nunca analisar as informações do resultado por conta própria ou procurá-las na internet e de sempre consultar seu médico responsável para uma orientação adequada.

Dr. Claus Grasel, coordenador do Departamento de Ressonância e Tomografia do Hospital Samaritano, explica melhor cada um.

Raio-X (radiografia)

Utilizam uma dose muito pequena de radiação ionizante para produzir as imagens das estruturas do corpo humano. Trata-se da forma mais antiga de imagens médicas. É utilizado principalmente no diagnóstico de fraturas ósseas e identificação de lesões ou infecções (por exemplo, pneumonia). Em alguns raios-X, para melhorar a visualização de determinados órgãos, vísceras ocas ou vasos sanguíneos, pode-se utilizar um meio de contraste a base de iodo ou bário. Mulheres grávidas podem ter restrições para fazer raio-X.

Tomografia computadorizada

É um método de diagnóstico por imagem que também utiliza o raio-X para criar imagens de altíssima resolução espacial de todo o corpo humano, com destaque para estruturas e órgãos internos, ossos, tecidos de partes moles e vasos sanguíneos.

Nos equipamentos mais modernos de tomografia são realizadas aquisições volumétricas que permitem reconstituições das imagens em múltiplos planos, inclusive visualizações em 3D. Muitas vezes utiliza-se meio de contraste iodado intravenoso, visando obter melhor diferença de contraste entre tecidos normais e eventuais lesões. Trata-se de um método de exame rápido, indolor e muito preciso, sendo também bastante utilizado em emergências.

Ressonância magnética

É feita através da utilização de um potente campo magnético, ondas de radiofrequência e computadores, para produzir imagens com alta resolução de contraste das estruturas internas do corpo. É um exame não-invasivo e que não utiliza radiação ionizante.

Em muitos casos pode identificar e caracterizar anormalidades com maior probabilidade que outros métodos de imagem, principalmente das estruturas encefálicas, órgãos abdominopélvicos e sistema musculoesquelético. Em determinados casos utiliza-se meio de contraste paramagnético intravenoso (gadolínio) para melhor identificação e caracterização das eventuais lesões.

Ultrassonografia

É realizada através do uso de um transdutor ou sonda para gerar ondas sonoras e produzir imagens das estruturas internas do corpo. Não utiliza radiação ionizante e não tem efeitos prejudiciais, destacando-se como um método importante para as doenças abdominopélvicas e, principalmente, no monitoramento de mulheres grávidas e seus fetos. É também bastante utilizado como guia para punções e biópsias, bem como condições relacionadas ao fluxo sanguíneo.

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