Saiba mais sobre os três tipos de endometriose existentes

Entenda a doença, as três formas pelas quais ela se manifesta e as opções de tratamento

Hospital Samaritano de São Paulo


15 de dezembro de 2016


4 minutos
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Dor pélvica, cólicas menstruais intensas, dor na relação sexual, ao evacuar e infecções urinárias durante o ciclo menstrual e até mesmo infertilidade. Esses são alguns dos sintomas mais característicos de um quadro de endometriose.

Também conhecida como “a doença da mulher moderna”, a endometriose afeta de 10% a 15% das mulheres entre 13 e 45 anos, de acordo com a Associação Brasileira de Endometriose. A doença ocorre quando o endométrio, tecido que reveste internamente o útero, invade outros órgãos também da região da pelve, como o peritônio, os ovários e até mesmo a bexiga.

Entretanto, a doença não se manifesta de uma única maneira, tendo três tipos de classificação corrente: a superficial, a ovariana e a profunda. “Os sintomas mais importantes estão relacionados ao tipo profundo por invadir estruturas de outros órgãos, principalmente nervos”, diz o Dr. Nicolau D’Amico, coordenador do Centro de Tratamento da Endometriose do Hospital Samaritano.

O que diferencia os três tipos da doença são a região em que o endométrio “invade” e a espessura dessa invasão. A endometriose ovariana, por exemplo, é quando esse extravasamento acomete os ovários. Já a profunda “é mais grave por não respeitar limites e por isso se comportar como um câncer benigno”, diz o médico. Nesses casos, até mesmo o intestino e a bexiga podem ser afetados.

Apesar do que difere esses três tipos existentes, os tipos de tratamento consistem em abordagem clínica ou cirúrgica e o que orienta estas opções é o estágio da doença, mais precoce ou mais tardia. Lembrando que este diagnóstico pode demorar até 8 anos. As opções vão desde medicamentos hormonais até videolaparoscopias com equipe multidisciplinar. O método mais indicado vai depender do diagnóstico precoce e da avaliação dos tecidos prejudicados.

Para evitar a doença, a prevenção secundária é a mais indicada, tendo que ser observados fatores de hereditariedade e sintomas precoces que possam surgir na adolescência. “Deveríamos promover uma grande campanha para alertar adolescentes que apresentam cólicas precoces e tenham antecedentes desta doença na família”, completa o médico. Praticar atividades físicas e ter uma alimentação balanceada também ajudam a evitar a doença.

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