Reposição hormonal é alternativa para quem sofre com climatério e menopausa

Tratamento com hormônios pode aliviar sintomas clássicos que tanto afetam mulheres no fim da vida reprodutiva

Hospital Samaritano de São Paulo


6 de março de 2017


4 minutos
shutterstock_430739083

A menopausa, época em que a função reprodutora feminina é extinta, é um dos maiores temores das mulheres a partir de 45 anos. Isso porque o período é conhecido por seus sintomas clássicos e desagradáveis como ondas de calor, ressecamento vaginal, insônia e cansaço a uma parcela considerável das mulheres.

Entretanto, o início desses sintomas tão característicos têm uma nomenclatura específica. É o climatério, período em que se iniciam os sinais que indicam que a função dos ovários está no seu término e que culmina na menopausa, nome dado à última menstruação da vida da mulher, que ocorre aos 48 anos, em média, no Brasil.

Todas as mulheres estão suscetíveis a apresentarem sintomas, mas nem todas sofrerão. Há mulheres que podem sentir absolutamente nada e outras que têm queixas verdadeiramente sindrômicas. Para as que sofrem com muitos sintomas e perdem qualidade de vida por conta deles, uma das saídas pode ser a reposição hormonal, que como o nome sugere, é uma reposição dos hormônios que o corpo da mulher, à época da menopausa, já não é mais capaz de sintetizar.

“Primeiro, devemos considerar que a menopausa não é uma doença, mas apenas uma fase da vida da mulher caracterizada pela perda da função reprodutiva. Assim, terapia hormonal não é curativa, mas tão somente sintomática”, conta a Dra. Marcia Dias, do Hospital Samaritano de São Paulo. Há uma melhora significativa nas ondas de calor – o que melhora o sono – na umidade vaginal, além de ser um meio eficiente para se evitar a osteoporose.

Por funcionar como um medicamento, a reposição não está isenta de efeitos colaterais, que podem se manifestar em uma parcela das usuárias, de acordo com as características individuais. Por isso, muitas mulheres ainda resistem em fazer o uso de hormônios femininos e optam por medicamentos alternativos.

“Há a opção do uso de fitoterápicos, antidepressivos e outros medicamentos específicos para cada queixa ou necessidade. Também cabe salientar a importância dos exercícios físicos e alterações no estilo de vida”, recomenda a Dra. Marcia . Por ocorrer no início da fase de envelhecimento das mulheres, é fundamental que haja cuidados gerais com a saúde, garantindo prevenção, diagnóstico e tratamento de inúmeras outras doenças.

Centro de Referência no Tratamento das Lesões de Nervos Periféricos

Ver Todos

Centro de Atenção ao Tabagismo

Ver Todos
Hospital Samaritano São Paulo

Hospital Samaritano São Paulo

Diretor Técnico: Dr. Maurício Rodrigues Jordão - CRM 98.881