Gravidez tardia necessita de cuidados especiais

Preparação prévia e um pré-natal com acompanhamento adequado promovem mais saúde para a mãe e para o bebê

Hospital Samaritano de São Paulo


31 de outubro de 2016


5 minutos
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Cada vez mais mulheres têm optado por adiar a gravidez, dando prioridade à carreira, aos estudos e às conquistas materiais e profissionais. Segundo os dados da última pesquisa Saúde Brasil, divulgada pelo Ministério da Saúde, 30% das brasileiras têm o primeiro filho após os 30 anos.

Optar pelo crescimento profissional e esperar o momento certo para engravidar pode trazer algumas consequências, visto que, a partir dos 35 anos, a fertilidade da mulher começa a diminuir. Mulheres com 40 anos, por exemplo, têm entre 5% e 10% de chances de ter sucesso em uma gravidez espontânea, ou seja, sem ajuda de tratamento. “A partir dos 35 anos, há uma diminuição acentuada da reserva folicular (óvulos), tornando a gravidez mais difícil”, explica Dr. Edilson Ogeda, coordenador do Núcleo de Ginecologia, Obstetrícia e Perinatologia do Hospital Samaritano de São Paulo.

Por isso, quando uma mulher que tenha 40 anos ou mais decide engravidar, é preciso saber como está a sua saúde. “Nesta idade, a mulher tem mais propensão a ter problemas de saúde, como diabete, hipertensão ou doenças cardíacas”, afirma o especialista.

Riscos

Por mais que todos os cuidados sejam tomados, a gravidez pode trazer riscos para a futura mãe e para o bebê. Grávidas com idade avançada têm mais chances de desenvolverem diabete gestacional, obesidade, alterações na placenta e também de terem aborto espontâneo. “Para os bebês, o risco de desenvolver alguma doença associada a alteração cromossômica numérica ou estrutural, como, por exemplo, a síndrome de Down, é maior”, avalia Dr. Ogeda.

Tendo em vista que estas complicações podem prejudicar a evolução gestacional, o pré-natal de uma gravidez tardia também é diferenciado. As consultas médicas tendem a ser mais constantes e o volume de exames solicitados é maior e mais específico, dependendo do histórico de saúde da mulher. “O pré-natal também pode detectar algum problema de saúde que o bebê possa vir a ter  com mais rapidez. É possível constatar alterações cromossômicas com apenas nove semanas de gestação, por exemplo”, afirma Dr. Ogeda.

Benefícios

A gravidez geriátrica também tem seus benefícios, visto que, com o passar do tempo, as mulheres se sentem mais seguras para criar os filhos por causa da maturidade. Além disso, o risco de mulheres mais velhas desenvolverem a depressão pós-parto também é menor, pois ela está mais preparada para receber a criança. “Apesar de existirem riscos durante a gravidez, mulheres mais velhas tendem a cuidar mais da saúde e fazem um acompanhamento mais rigoroso”, finaliza Dr. Ogeda.

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