Candidíase pode ser causada por hábitos inadequados de saúde íntima

Infecção ginecológica é causada por um fungo que vive na flora vaginal

Hospital Samaritano de São Paulo


20 de fevereiro de 2017


4 minutos

A candidíase vaginal é uma infecção ginecológica causada por um fungo, que pode ocasionar ardor ao urinar, coceira, corrimento e irritação genital.

O chamado Candida sp, fungo responsável pela doença, normalmente vive em equilíbrio na flora vaginal. No entanto, quando algum fator desequilibra o pH da região, ele se desenvolve além do considerado normal, causando a candidíase.

Alguns fatores que podem desencadear o crescimento anormal do fungo são hábitos de saúde íntima e o uso de certos antibióticos. “Procure manter a região vaginal sempre limpa e seca, evite ficar muito tempo com o biquíni molhado quando for à praia ou piscina, e tente usar calcinhas de algodão, pois permitem o arejamento da área”, orienta Dr. Edilson Ogeda, coordenador do Núcleo de Ginecologia, Obstetrícia e Perinatologia do Hospital Samaritano.

Segundo o médico, relação sexual desprotegida com parceiro contaminado, pessoas com diabetes descompensada, com altos níveis de estrogênio no sangue (caso de mulheres grávidas ou que fazem reposição hormonal), que tenham doenças que diminuem imunidade também têm mais propensão para desenvolver a candidíase.

Um dos primeiros pontos no tratamento da candidíase é identificar o que pode ter sido sua causa. Também é preciso avaliar o histórico de outras doenças e infecções vaginais da paciente e, geralmente, realiza-se um exame clínico. Caso a candidíase seja recorrente, o ginecologista pode solicitar uma análise laboratorial do corrimento.

Em geral, o tratamento consiste no uso de medicamentos por via oral, para o casal em alguns casos, creme ou óvulo vaginal e creme de uso externo quando acomete a região vulvar (genitália externa). Sempre recomenda-se o tratamento com a adequada orientação médica.

“Embora não seja considerada uma DST (Doença Sexualmente Transmissível), pois pode ocorrer mesmo sem o contato íntimo, ela pode ser transmitida durante a relação sexual. Portanto, em alguns casos, o tratamento é recomendado para o casal”, comenta Dr. Ogeda.

Além disso, é importante que o tratamento seja seguido rigorosamente para que a doença não volte.

Caso perceba algum dos sintomas ou irregularidade na sua região vaginal, procure sempre um ginecologista.

Centro de Referência no Tratamento das Lesões de Nervos Periféricos

Ver Todos

Centro de Especialidades Pediátricas

Ver Todos