Tratamento de hérnia é realizado por procedimentos cirúrgicos modernos

Conheça as causas desta doença que acomete mais de cinco milhões de brasileiros, segundo o IBGE

Hospital Samaritano de São Paulo


8 de novembro de 2016


6 minutos

Embora muito comum, a hérnia ainda é motivo de dúvida para a maioria das pessoas. A hérnia da parede abdominal ocorre quando parte de um órgão (normalmente as alças do intestino delgado) se desloca através de um orifício e invade um espaço indevido.

“Esse deslocamento acontece devido ao enfraquecimento do tecido protetor dos órgãos internos do abdômen, que pode ocorrer em consequência de um problema congênito ou pode estar associado a algum esforço excessivo (exercício físico, gestação ou obesidade, por exemplo), que deixa a parede abdominal fragilizada”, explica Dr. Alberto Meyer, coordenador do Centro de Hérnia do Hospital Samaritano.

Os tipos mais frequentes de hérnia são a inguinal e a umbilical, que correspondem a 90% dos casos. A inguinal ocorre na virilha e, em homens, pode estender-se até os testículos provocando a hérnia inguinoescrotal. Já a umbilical aparece ao redor do umbigo, é mais comum em bebês e costuma desaparecer espontaneamente.

Fatores de risco

A hérnia não possui uma causa específica definida, mas sabe-se que pode acontecer devido à perda da elasticidade muscular.

Alguns fatores que podem desencadear a hérnia são: constipação ou tosse crônica, fibrose cística, próstata aumentada, obesidade, má alimentação, tabagismo, esforço excessivo e testículos que não desceram.

“Em casos mais graves, se não acompanhada da forma correta, a hérnia pode progredir e chegar à obstrução do intestino e até necrose do órgão”, comenta o médico.

Tratamento

Os tipos mais comuns de hérnia, inguinal e umbilical – citados acima, possuem recursos cirúrgicos modernos que facilitam o procedimento e a recuperação do paciente.

Para realizar a cirurgia da hérnia inguinal, a laparoscopia é o método mais indicado. Minimamente invasivo e feito por microfuros na parede abdominal, o procedimento dura, em média, 40 minutos e o paciente recebe alta no mesmo dia.

No caso da hérnia umbilical, o procedimento é realizado por um corte no umbigo e inserido a tela, assim como na inguinal, para reforço da musculatura. Dura, em média, 20 minutos e o paciente também vai para casa no mesmo dia.

Segundo o especialista, hoje, com o auxílio da tecnologia, em três dias a pessoa já está apta a retomar as atividades.

A hérnia pode permanecer anos sem alteração, mas a tendência é que aumente de tamanho progressivamente, causando desconforto. “Em casos extremos o paciente pode sofrer o chamado encarceramento, quando o intestino passa por meio do orifício da hérnia e não volta mais para a região interna do abdômen”, alerta Dr. Meyer. Outro agravante é o fluxo de sangue ser interrompido (estrangulamento) e levar à necrose, sendo o paciente submetido a uma cirurgia de emergência. Por isso, o repouso é primordial, o corpo precisa de tempo para cicatrizar a região operada.

Sintomas

Os principais sintomas da hérnia inguinal ou umbilical são:

  • Inchaço na área afetada, quando pequena;
  • dor no local;
  • náusea sem motivo aparente;
  • vômito e
  • presença de sangue nas fezes.

Caso você perceba qualquer sinal destes sintomas, é fundamental procurar um médico especialista que indicará os exames a serem feitos.

Conheça o Centro de Hérnia do Hospital Samaritano e marque sua consulta.

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