A tecnologia da cirurgia laparoscópica para cirurgias abdominais

Técnica cirúrgica menos invasiva serve principalmente para região abdominal

Hospital Samaritano de São Paulo


21 de dezembro de 2016


4 minutos

Já se foi o tempo em que para qualquer cirurgia na região abdominal eram necessários procedimentos com grandes incisões, como no passado. A alternativa, hoje em dia habitual, passou a ser a laparoscopia. Ela é popularmente conhecida como cirurgia “a laser” ou “dos furinhos”, e é bem mais simples do que as antigas técnicas usadas.

A grande diferença é que os instrumentos são introduzidos no corpo através de pequenos orifícios na pele, caracterizando um processo cirúrgico minimamente invasivo. Mesmo assim, “de forma geral, os pacientes submetidos a cirurgias laparoscópicas devem receber os mesmos cuidados exigidos por uma cirurgia convencional, mesmo porque a possibilidade de conversão da via laparoscópica para laparotomia (convencional) deve ser considerada”, diz o Dr. Alberto Meyer, do Núcleo de Gastroenterologia do Hospital Samaritano de São Paulo.

Inicialmente, a técnica era mais utilizada para a retirada da vesícula e em cirurgias ginecológicas. Mas essas técnicas cirúrgicas e os equipamentos laparoscópicos têm evoluído continuamente. Já é possível que os equipamentos acessem a maioria dos órgãos abdominais, ajudando na remoção de órgãos e tumores, cirurgia bariátrica e até cirurgias na coluna, no tórax e na tireoide.

Além de a técnica simplificar procedimentos e servir para inúmeros tipos de cirurgias hoje em dia, a laparoscopia têm algumas vantagens positivas ao paciente: “Os benefícios no pós operatório são menor trauma cirúrgico, redução da taxa de infecção, menor dor, diminuição da quantidade de analgésicos após a cirurgia, recuperação mais rápida com retorno precoce às atividades habituais e ao trabalho, e melhor efeito cosmético”.

Os riscos de uma cirurgia laparoscópica, realizada por um profissional experiente, são geralmente baixos. “Pacientes com doenças cardíacas e respiratórias, obesos, portadores de hérnia diafragmática ou de doença inflamatória pélvica e gestantes merecem uma atenção especial do cirurgião”, diz o Dr. Alberto. Ainda assim, as contra-indicações para esse tipo de cirurgia são outras, geralmente relacionadas “com o estado clínico do paciente, a extensão da doença e, principalmente, a inabilidade técnica do cirurgião”.

Entre as desvantagens ainda, porém, figura o preço dos equipamentos para a realização da cirurgia, além de um treinamento especial dos cirurgiões para procedimentos mais complexos. Mas o médico leva com otimismo o avanço da técnica: “conseguimos melhores resultados, menor risco e baixa possibilidade de efeitos colaterais para os pacientes”.

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