Refluxo gastroesofágico provoca sintomas indesejáveis e pode causar câncer

5% a 10% da população mundial apresenta sintomas diários da doença, que pode causar problemas mais graves

Hospital Samaritano de São Paulo


23 de fevereiro de 2017


4 minutos

Azia, queimação, incômodo na região torácica são sintomas gastrointestinais relativamente comuns. Entretanto, quando esses sintomas se tornam comuns ou até diários, é hora de buscar um especialista e um diagnóstico preciso.

Uma das possibilidades da causa do problema é o refluxo gastroesofágico, também conhecido como DRGE. Ele ocorre quando há um refluxo do conteúdo do estômago para o esôfago. Esse refluxo causa principalmente azia, queimação e regurgitação do conteúdo gástrico. Outros sintomas que também podem ocorrer com a DRGE são tosse seca, rouquidão, dor no tórax e dificuldades para a deglutição.

É importante buscar ajuda médica ao sentir esses sintomas com frequência e seguir o tratamento de forma correta e adequada, já que o refluxo pode ir aos poucos ferindo a parede do esôfago e podendo evoluir para o esôfago de Barrett, que é quando há uma alteração na mucosa do órgão. Isso aumenta a probabilidade de a pessoa desenvolver uma mutação e consequentemente um câncer.

Por isso, é importante ir atrás do diagnóstico, que pode ser feito através de exames como a endoscopia, a phmetria esofágica, manometria esofágica e o esofagograma. E a partir de quando o paciente descobre a doença, precisa fazer alterações na alimentação e no estilo de vida do dia a dia.

Alimentos como chocolate, café, chás, frituras, frutas cítricas, menta e hortelã, pimentas e molhos com base de tomate devem ser evitados, já que aumentam os sintomas do refluxo. O tabagismo, a obesidade e o consumo de bebidas alcoólicas também pioram o quadro da doença. E é recomendado que se evite comer até 2 ou 3 horas antes de dormir. Caso haja sintomas durante a noite, pode ser necessário elevar a cabeceira da cama para que o tórax fique mais elevado do que o abdômen.

Atrelado às mudanças na rotina e na alimentação, o tratamento também deve ser feito de acordo com cada caso, dependendo da avaliação do médico, mas geralmente consiste no uso de medicamentos que inibam a produção de ácido pelo estômago. Quadros mais graves, como os que envolvem hérnia de hiato, podem necessitar de cirurgia que corrija o problema e reforce a válvula entre o estômago e o esôfago.

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