Sopro no coração de bebês e crianças: o que é isso?

Quase metade das crianças saudáveis pode ter sopros benignos

Hospital Samaritano de São Paulo


11 de abril de 2017


4 minutos
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Em termos médicos, chama-se de sopro cardíaco o ruído gerado pela passagem de sangue pelo coração. Pode ocorrer tanto em condições normais quanto em anormalidades nas válvulas, septos ou nas pressões dentro das câmaras do coração. “Os sopros se assemelham aos ruídos causados ao assoprarmos algo e, por isso, o nome sopro cardíaco”, explica a Dra. Maria Fernanda Silva Jardim, cardiologista pediátrica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Qualquer situação normal ou anormal, que altere a passagem de sangue no coração, pode gerar um sopro. Desta forma, o sopro pode estar associado à presença de uma doença cardíaca ou não.

“Grande parte das crianças e dos adolescentes saudáveis podem ter sopros benignos, chamados também de funcionais ou fisiológicos, sem nenhuma doença cardíaca associada”, comenta a médica.

Denomina-se sopro patológico quando há algum tipo de doença cardíaca relacionada a ele. Estes casos podem estar associados a doenças congênitas (presentes desde a vida fetal) ou adquiridas, e necessitam de exames complementares, como o ecocardiograma (ultrassom do coração). Este exame não é invasivo e fornece informações importantes na investigação da causa do sopro, ajudando o médico a definir o diagnóstico.

De acordo com a Dra. Maria Fernanda, os sintomas de crianças com sopros associados às doenças cardíacas são muito variados e podem até estar ausentes. “Pode haver falta de ar, cansaço durante atividades habituais, dor no peito, tontura, desmaio, palpitações, etc”, esclarece a especialista.

Nestes casos, é necessária a avaliação com um médico cardiologista, que solicitará outros exames diagnósticos e poderá definir a melhor conduta para o tratamento da criança.

As doenças cardíacas congênitas que causam sopros podem ser diagnosticadas em qualquer momento desde a vida fetal (durante a gravidez) até a idade adulta.

As doenças cardíacas mais comuns são: comunicação interatrial, comunicação interventricular e persistência do canal arterial.

O tratamento dependerá do diagnóstico relacionado ao sopro e se há manifestação clínica da doença. Pode variar desde o acompanhamento médico com ou sem medicações até procedimentos cirúrgicos ou com cateterismo em casos mais graves.

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