Infarto em jovens é mais comum do que se imagina

Stress do dia a dia, sedentarismo e maus hábitos são os principais fatores que podem levar ao ataque antes dos 30

Hospital Samaritano de São Paulo


13 de março de 2017


5 minutos

Quando se fala em infarto agudo do miocárdio, o grande senso comum é que apenas os mais velhos podem ser acometidos pelo mal. Entretanto, com cada vez mais jovens expostos aos fatores de risco para doenças cardiovasculares, os casos do ataque cardíaco na faixa etária mais jovem, dos 20 aos 39 anos, vêm aumentando de maneira considerável.

Segundo dados do DataSUS, do Ministério da Saúde, em 2013 houve um aumento de 13% no número de infarto entre adultos de até 30 anos.. E apesar de o percentual de jovens que sofrem do quadro ser relativamente pequeno dentro do quadro geral, esse aumento revela hábitos não-saudáveis e que colocam em risco a vida deste pessoas desta faixa etária.

Estresse, obesidade, diabetes, tabagismo, hipertensão e colesterol fora de controle, além do histórico familiar da pessoa – fatores cada vez mais presentes na vida dos com menos de 40 anos – são apontados como os grandes responsáveis pelo aumento das estatísticas. Além desses fatores, também contribuem para um risco elevado de ter um infarto a insuficiência renal crônica, o uso de drogas como cocaína, crack e anabolizantes, e até mesmo doenças trombofílicas e autoimunes, como o lúpus.

Os sintomas de um ataque cardíaco nos jovens são diferentes dos que acometem os mais velhos: “Eles são mais exuberantes, como dor no peito irradiando para os braços, sudorese fria, mal estar, náuseas e vômitos”, explica o Dr. Gustavo Trindade, cardiologista do Hospital Samaritano de São Paulo. “No idoso, nem sempre esses sintomas são tão explícitos, podendo se manifestar por meio de falta de ar, desconforto torácico leve e necessita um grau de suspeição maior pelo profissional”, complementa.

O mais importante no infarto é o tempo entre o início dos sintomas e a desobstrução da artéria. “Quanto maior o tempo entre início e tratamento, maior são as chances de sequelas”, alerta o Dr. Trindade. A principal delas é a morte das células do miocárdio, o músculo cardíaco, que pode acarretar insuficiência cardíaca. Arritmias e anginas também são muito comuns após um infarto.

Entretanto, em geral, em um caso sem complicações, o jovem que sofreu infarto recebe alta hospitalar em cinco dias, após os procedimentos de angioplastia e/ou colocação de stent. A rotina habitual volta cerca de 30 dias depois, “mas com acompanhamento de um cardiologista pelo resto da vida”, reitera o especialista. “Com um estilo de vida saudável, dieta pobre em sódio, carboidratos e gorduras, controle do colesterol, sem tabagismo, dentro do peso e praticando atividades físicas, a pessoa pode levar uma vida normal, mas deve fazer o uso correto das medicações e não se esquecer exames cardiológicos de rotina”, orienta.

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