Infarto e AVC: doenças que mais causam morte no país

Observar os sintomas dessas doenças pode ajudar a preveni-las, diminuindo as chances de possíveis sequelas.

Hospital Samaritano


6 de julho de 2015


6 minutos
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O número é alarmante. Em 2011, foram registradas mais de 17 milhões de pessoas que morreram em decorrência de infarto e AVC, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). As causas desses problemas estão relacionadas, na maioria das vezes, a fatores de risco como hipertensão, diabetes, tabagismo, sedentarismo, além de fatores hereditários. Sabe-se também que nas estações mais frias do ano aumenta o risco de complicações cardiovasculares. Por isso, entenda mas sobre estas doenças e veja como preveni-las: Infarto: alguns ataques cardíacos são tão súbitos e intensos que os sintomas são muitas vezes facilmente reconhecidos pela dor intensa no peito e sensação de aperto no coração. Outros são fulminantes, não deixando muitas vezes chances de atitude. Porém, alguns se instalam lentamente, com dor leve ou apenas desconforto que podem ir piorando gradativamente. Frequentemente, essas pessoas demoram a perceber o que está acontecendo. Em alguns casos, há sintomas que podem ser confundidos com de outras doenças.

Abaixo seguem os principais sintomas:

  • Dor no peito: a maioria dos casos apresenta dor no peito que dura alguns minutos ou vai e vem. Pode ser como uma pressão desconfortável, dor, aperto ou opressão;
  • Dor, desconforto ou dormência em outros locais, como braços, costas, pescoço, mandíbula ou estômago;
  • Falta de ar mesmo sem dor no peito;
  • Sudorese fria, náuseas, vômitos e visão turva.

Nas mulheres, os sintomas são um pouco diferentes:

  • Forte dor na boca do estômago, acompanhado de náuseas e fadiga intensa;
  • Sensação de mal estar e cansaço;
  • Dores fortes nas costas, acompanhada da dificuldade de respirar.

AVC: em alguns casos, os sintomas acontecem por um curto período de tempo e desaparecem. Isto pode estar relacionado a um ataque isquêmico transitório. Esses ataques são muito importantes, pois sinalizam um risco grande de AVC e devem ser considerados também emergência médica.

  • Dormência súbita ou fraqueza da face, braço ou perna, especialmente de um dos lados do corpo;
  • Confusão súbita, fala ou compreensão difíceis;
  • Perda súbita de visão em um ou ambos os olhos;
  • Dificuldade súbita de andar, tonturas, perda de equilíbrio e coordenação;
  • Dor de cabeça súbita e intensa, sem causa aparente.

O coordenador do Núcleo de Cardiologia do Hospital Samaritano de São Paulo, Roberto Cury, lembra que fatores externos também colaboram com este aumento da incidência de infarto no inverno. Um deles é diminuição na atividade física durante este período do ano. Vale lembrar também que o consumo de gorduras saturadas e comidas calóricas é maior, descompensando os níveis de colesterol. “É normal as pessoas reduzirem a prática de exercícios e o sedentarismo é um dos principais fatores de risco para o infarto. A orientação é que mantenham atividade física regular e uma dieta saudável, evitando alimentos gordurosos”, afirma. Ao notar qualquer sintoma de infarto ou AVC, a orientação é sempre procurar atendimento médico, chamando uma ambulância de serviço de emergência médica ou dirigindo-se a uma emergência hospitalar. O reconhecimento dos sintomas e atendimento médico rápido pode propiciar a diminuição de sequelas.


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