Fibrilação atrial: uma das causas do AVC

Saiba mais sobre esse silencioso tipo de arritmia cardíaca, ainda pouco conhecido pela população

Hospital Samaritano de São Paulo


14 de dezembro de 2016


5 minutos

Uma minoria da população já ouviu falar ou sabe o que é fibrilação atrial. Essa doença, pouco conhecida, é caracterizada pelo ritmo de batimentos rápidos e irregulares dos átrios do coração. Estima-se que ela atinge 1% da população mundial, podendo chegar de 2 a 2,5% nos próximos 50 anos. No Brasil, calcula-se que 1 milhão de brasileiros terão a doença.

A fibrilação atrial é um fator de risco importante para o aumento de óbitos por problemas cardiovasculares, podendo ser a causa de acidentes vasculares cerebrais (AVC) isquêmicos ou ainda piorar a função cardíaca de pacientes com insuficiência cardíaca.

“Nesta arritmia, as câmaras superiores do coração, conhecidas como átrios, perdem a capacidade de contração efetiva, demonstrando um movimento irregular denominado de ‘fibrilar’, o que alentece o fluxo de sangue pelo coração, predispondo à formação de trombos ou coágulos dentro do coração. Esses coágulos podem eventualmente se desprender da superfície interna do coração e atingir a circulação cerebral, causando acidente vascular cerebral (AVC), ou o restante da circulação do organismo causando outras manifestações de tromboembolismo”, explica o Dr. Frederico Scuotto, cardiologista do Hospital Samaritano.

Os sintomas podem variar desde quadros assintomáticos até quadros cuja manifestação inicial da doença acontece já com um AVC (cerca de 10% dos casos). “No entanto, em geral, os sintomas mais comuns são palpitações, falta de ar, tonturas e dor no peito”, orienta o especialista.

Os fatores de risco e pré-disposição da fibrilação atrial são: idade avançada, presença de doença cardíaca, hipertensão arterial, diabetes mellitus, colesterol elevado, obesidade, insuficiência renal, doença pulmonar obstrutiva crônica, síndrome da apnéia do sono e consumo de elevada quantidade diária de álcool.

Tratamento

Pode ser feito com medicação ou através da ablação por radiofrequência.

“Estudos clínicos importantes demonstraram que, na grande maioria dos casos, a fibrilação atrial se origina da ligação das veias pulmonares com o átrio esquerdo. No tratamento da fibrilação atrial envolvendo a ablação por radiofrequência, ocorre o isolamento elétrico das veias pulmonares, com sucesso efetivo em pacientes com coração normal de até 85%”, explica Dr. Scuotto.

De acordo com o médico, esta taxa de sucesso na redução de sintomas é superior a obtida no tratamento com medicamentos, sendo esta uma das principais vantagens da ablação. Além disso, um dos pontos favoráveis é a ausência de possíveis efeitos colaterais com o uso de medicações antiarrítmicas, que na maioria das vezes são necessárias em uso contínuo.

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