Saiba mais sobre o bócio, um problema que afeta a tireoide

Popularmente chamado de “papo”, pode ser causado por nódulos, disfunção da glândula ou alteração genética

Hospital Samaritano de São Paulo


20 de abril de 2017


6 minutos

Popularmente chamado de “papo”, o bócio é o nome médico dado a glândula da tireoide quando encontra-se aumentada de tamanho. Considerada normal com volume de até 15 cm³, o bócio é caracterizado por valores acima desta medida e podem ou não estar relacionados com alterações hormonais.

Existem dois tipos de bócio: nodular e difuso. “No nodular o aumento da tireoide é causado por nódulos de diversos tamanhos. O difuso é quando o aumento ocorre sem a presença de nódulos”, explica a Carolina Ferraz, endocrinologista do Centro de Nódulos da Tireoide do Hospital Samaritano. O difuso é somente um aumento benigno.  Já no multinodular, cada nódulo deve ser investigado com cuidado, pois pode acontecer de nódulos benignos se transformarem em malignos com o tempo.

De acordo com a médica, existem causas bem definidas para o aparecimento do bócio, como a deficiência de iodo na alimentação ou um tipo específico de hipertireoidismo, chamado de Doença de Graves. “Ambas as causas geram bócios difusos. Já os bócios nodulares ou multinodulares, podem ter diversos fatores envolvidos, como alterações genéticas e a deficiência de iodo também. No entanto, a origem genética ainda não está totalmente esclarecida”, comenta Dra. Carolina.

Com relação aos sintomas, eles dependem de dois fatores: do volume do bócio e se tem ou não alguma alteração hormonal associada. Quanto maior o bócio, maior os sintomas de “compressão” que são: falta de ar, engasgos, dificuldade de engolir alimentos sólidos e vermelhidão no rosto ao levantar os braços. Se o bócio for causado pela Doença de Graves, o paciente terá sintomas de hipertireoidismo, que são: taquicardia, tremores, perda de peso, muito suor e cansaço.

Para se diagnosticar o bócio, no exame físico o medico irá apalpar um aumento do volume da tireoide. Se for do tipo multinodular ou difuso, ele já sentirá no toque do pescoço. Porém, segundo a endocrinologista, a ultrassonografia da tireoide é o melhor exame para medir o tamanho do bócio e a avaliar presença e as características dos nódulos. “Em casos de bócios muito grandes, que chegam a entrar na região do tórax, a tomografia de tórax pode ajudar. Esses são conhecidos como bócios mergulhantes”, explica Dra. Carolina.

Dependendo do tamanho do bócio e da presença ou ausência de nódulos, o tratamento pode ser feito de três maneiras: com medicamento (em casos mais leves), através de cirurgia (no caso de bócios muito grandes, mergulhantes e com diversos nódulos ou com suspeita de malignidade) ou com iodo radioativo.

“O hipotireoidismo raramente está associado ao bócio, salvo em regiões com deficiência em iodo. Neste caso específico, o tratamento seria a reposição de iodo na alimentação”, diz a médica.

Se o tratamento escolhido for a cirurgia ou o iodo radioativo, o bócio não volta. “No entanto, em caso de bócio por deficiência de iodo, este sim pode voltar se o paciente voltar a ter essa deficiência. Devemos lembrar que hoje em dia, raramente se encontra esse tipo de bócio no Brasil, pois a quantidade adequada de iodo na nossa alimentação já está ajustada no sal brasileiro”, finaliza Dra. Carolina.

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