Saiba tudo sobre a inseminação artificial

O método pode ser eficaz para casais que têm dificuldade de engravidar

Hospital Samaritano de São Paulo


16 de maio de 2017


5 minutos

Inseminação artificial é um método de reprodução assistida em que os espermatozóides, gametas masculinas, são inseridos diretamente na cavidade uterina da mulher, facilitando o encontro com o óvulo e, consequentemente, a fecundação.

Coordenador do Centro de Reprodução Humana do Hospital Samaritano de São Paulo, o Dr. Paulo Bianchi explica que diferentemente do que ocorre na fertilização in vitro, em que os óvulos da mulher são coletados para que a reprodução seja feita em laboratório, “a inseminação da mulher exige apenas que o material do homem seja coletado”. A fecundação ocorre dentro do corpo da mulher, como ocorre naturalmente após uma relação sexual.

A técnica foi se popularizando ao redor do mundo a partir dos anos 90, e tem ajudado muitos casais com dificuldade de engravidar. Alguns homens podem ter seus espermatozoides com dificuldade de mobilidade, o que torna mais difícil que essas células reprodutoras encontrem os óvulos e os fecundem de forma natural.

Para o processo, o ciclo da mulher é observado a fim de saber qual o melhor momento para a realização da inseminação. “A inseminação pode ser feita em ciclos menstruais naturais, mas mais comumente utilizamos a estimulação ovariana, pois isto está associado a maiores chances de sucesso”, explica o Dr. Paulo. A coleta do sêmen do homem ocorre no dia da inseminação, em laboratório. As amostras são analisadas, e são selecionados os espermatozoides mais saudáveis para aumentar as chances de sucesso do procedimento.

O médico também explica os dois tipos de inseminações. A intrauterina e a intracervical. “A intrauterina é aquela em que os espermatozoides são colocados diretamente no útero feminino, aumentando as chances de uma fecundação de sucesso”, conta. Já a segunda mais se assemelha a uma relação sexual normal: o sêmen é colocado na entrada no fim da vagina, na entrada do útero. Esse método, porém, não é mais tão utilizado, já que o intrauterino costuma ser mais eficiente.

As chances de sucesso da inseminação variam entre 10 e 20%, dependendo muito a causa da dificuldade para engravidar, o tempo de tentativas naturais do casal e a idade da mulher. “A técnica é muito indicada para homens que têm leves problemas no sêmen, quando o casal apresenta dificuldade para engravidar ‘sem causa aparente’ por tempo inferior a 2 anos, isto é, quando o casal está tentando por até 2 anos e não conseguimos identificar a causa após a investigação básica da infertilidade, ou quando há suspeita de algum problema no colo do útero da mulher”, explica o Dr. Também serve para casais homoafetivos e mulheres que desejam a chamada produção independente, que recorrem à sêmen doado.

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