Vida após transplante exige acompanhamento médico de perto

Depois de realizar este tipo de procedimento, são necessários cuidados pelo resto da vida

Hospital Samaritano de São Paulo


23 de março de 2017


3 minutos

Quando um órgão ou tecido do corpo sofre algum tipo de dano, seja por conta de um tumor ou outra doença que o incapacite de realizar sua função, geralmente a opção de tratamento consiste no transplante. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, em 2015 foram realizados cerca de 23 mil cirurgias de transplantes.

Mas o processo não acaba após a fila de espera e o procedimento em si. Ao realizar um transplante, seja de órgãos, como fígado ou rim, ou de tecidos, como a medula e a córnea, o paciente deve ter um acompanhamento médico e ingerir medicamentos até o fim da sua vida.

Geralmente, em um caso sem complicações, a alta ocorre no sexto ou sétimo dia após a cirurgia. “A recuperação é rápida em crianças e, geralmente, sem problemas. No entanto, os pacientes precisam tomar remédios para evitar a rejeição durante a vida toda”, diz o nefrologista, Dr. Paulo Koch, do Hospital Samaritano de São Paulo. Em casa, o paciente precisa manter a boa higiene, não costumando ser necessário o uso de máscaras. É também recomendado que o paciente operado se afaste de animais domésticos por, pelo menos, três meses.

Depois do pós-operatório, o acompanhamento do transplantado é pelo resto da vida. Durante um mês, as consultas são realizadas duas vezes por semana. Passado o período, as consultas passam a ser semanais. “Os transplantados antigos retornam a cada três meses para a consulta”, explica o especialista. No mais, a vida da pessoa que se submeteu a um transplante é normal. Ela pode praticar esportes, com a recomendação de que deve-se evitar os esportes de contato extremo, como lutas.

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