Transplante renal pediátrico ultrapassa 200 cirurgias

O transplante é o método mais efetivo para o tratamento de pacientes com insuficiência renal crônica.

Hospital Samaritano


14 de abril de 2015


8 minutos
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O transplante é o método mais efetivo para o tratamento e reabilitação de pacientes com insuficiência renal crônica. Até mesmo para as crianças, o procedimento se mostra o mais eficiente nas situações em que os dois rins juntos funcionam menos de 15% do que os de um indivíduo saudável.

O Hospital Samaritano, referência no Brasil para transplantes em crianças de baixo peso – a partir de 7Kg, alcançou em dezembro de 2014 a marca de 220 transplantes renais em crianças, realizados em apenas seis anos de existência do Centro de Transplante Renal Pediátrico. São mais de 33 operações por ano. Deste total, 80% das cirurgias realizadas caracterizam-se pela filantropia, em atendimento às demandas do foram financiadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

O paciente de número duzentos, uma criança encaminhada via SUS, de apenas 1 ano e 6 meses, chegou ao Hospital Samaritano em abril de 2013 pesando apenas 3 kg. Com insuficiência renal já diagnosticada, ela passou em tratamento por hemodiálise na Instituição até alcançar o peso mínimo necessário para realizar o procedimento cirúrgico.

No mundo, a média de idade para a realização de transplante renal infantil é de 12 anos, com peso do paciente entre 35Kg e 40Kg. No Samaritano, esta média de idade é de nove anos, dos quais 25% tem menos de cinco anos e 10 % menos de dois anos. Além disso, as crianças transplantadas na Instituição pesam, em média, 28Kg, sendo que 25% tem menos do que 15Kg e 10% menos que 9,5Kg.

“Quanto mais cedo for realizada a cirurgia, melhor será para o paciente, pois evita o aparecimento de sequelas irreversíveis”, afirma o Dr. Paulo Koch, nefrologista pediátrico do Samaritano. O transplante renal pediátrico geralmente apresenta uma maior dificuldade técnica para a equipe cirúrgica por conta da desproporção entre as estruturas anatômicas do doador e do receptor infantil e pelo menor calibre dos vasos sanguíneos.

“O transplante não é a cura, mas um tratamento que proporciona ao paciente uma qualidade de vida próxima ao considerado normal”, salienta o médico. Segundo o Dr. Koch, nem todos os hospitais aceitam casos de transplantes em crianças de baixo peso, justamente pela sua alta complexidade e necessidade de estrutura hospitalar adequada, com profissionais especializados: “Os números relacionados aos transplantes pediátricos no Samaritano são muito positivos: 100% de sobrevida dos pacientes e do enxerto de doadores vivos, e 89% de sobrevida do enxerto de doadores falecidos. Estes valores podem ser comparados às médias dos centros desenvolvidos da América do Norte e Europa”.

Centro de Transplante Renal Infantil do Hospital Samaritano

Com uma equipe multidisciplinar especializada em transplantes renais, com nefrologistas, nefropediatras, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais, entre outros profissionais, o Samaritano possui o respaldo de uma moderna UTI pediátrica. Além disso, realiza um trabalho pioneiro em nefrologia infantil, sendo a primeira instituição de saúde privada a contar com uma unidade de hemodiálise específica para essa faixa etária. Em 2011, dois estudos foram finalizados pela equipe e fizeram parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi/SUS) no triênio 2009/2011. A primeira pesquisa abordou a incidência da doença renal crônica em crianças no Estado de São Paulo e revelou que a frequência do problema é de 24 casos por milhão de crianças (menores de 18 anos). Isso significa que só em 2008 – ano em que a pesquisa foi conduzida, foram registrados 320 casos em São Paulo, dos quais 85% dos pacientes eram atendidos pelo SUS. O Centro de Transplante Renal Infantil do Hospital Samaritano conduziu uma pesquisa inédita na América Latina sobre hemodiálise. Esse estudo provou que, ao contrário do que era tido como convencional (fazer hemodiálise 3x por semana), a hemodiálise pode e deve ser feita diariamente em crianças portadoras de doença renal crônica. Com esta frequência, a criança atinge mais rapidamente o peso e estatura ideais para a realização do transplante renal. De acordo com o estudo, 32% das crianças que foram submetidas à hemodiálise diária apresentaram crescimento no período de um ano, enquanto apenas 8% dos pacientes que realizaram hemodiálise convencional apresentaram crescimento no mesmo período. A pesquisa foi realizada com 50 crianças, de 4 a 10 anos – uma amostragem inédita no mundo. Assista ao vídeo da campanha “não deixe a luz da vida se apagar, seja um doador de órgãos”, criada para conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos.

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