Quais são os sintomas da insuficiência renal em crianças?

Anemia leve, inchaço dos olhos e pés, pressão alta e mudança nos hábitos de urinar são alguns dos sintomas

Hospital Samaritano de São Paulo


11 de Abril de 2016


7 minutos
menor_transplante

Em muitos casos, a insuficiência renal é uma doença cujos sintomas demoram a aparecer. Considerada grave, ela pode acometer inclusive crianças e adolescentes e afetar seu desenvolvimento. A insuficiência renal crônica é caracterizada pela perda gradual e irreversível da função dos rins, que são os órgãos responsáveis por filtrar o sangue, eliminando as substâncias que são nocivas ao organismo, como amônia, ureia e ácido úrico. Um dos grandes vilões da doença é a dificuldade em perceber a sua presença.

“Há casos em que o paciente já perdeu 50% de sua função renal e permanece quase sem sintomas”, afirma a Dra. Maria Fernanda Camargo, coordenadora do Centro de Transplantes do Hospital Samaritano de São Paulo. É importante que os responsáveis pelo paciente fiquem atentos a alguns sintomas.

Uma leve anemia, inchaço dos olhos e pés, pressão alta e vontade de urinar fora do horário habitual podem ser sinais da doença. O diagnóstico – feito por meio de exames de sangue, de urina e de imagem -, ainda no estágio inicial da doença, pode ser fundamental para evitar a necessidade de diálise e até mesmo de um transplante de rim.

Quais são as causas da insuficiência renal nos jovens?  A maioria das doenças relacionadas ao sistema urinário em crianças e jovens tem origem congênita, que podem ser adquiridas antes do nascimento – durante a gestação – ou serem herdadas. “Por exemplo, é possível diagnosticar uma malformação do feto pela diminuição do líquido amniótico”, explica a Dra. Maria Fernanda. Este diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença no desenvolvimento do paciente, evitando inclusive outras doenças no futuro.

Como tratar a insuficiência renal infantil?  O tratamento da insuficiência renal exige acompanhamento contínuo com a realização de exame físico, medida da pressão arterial, exames de sangue para avaliar a função renal, anemia, urina e orientação alimentar. Com estes controles, é possível controlar a pressão arterial, corrigir as alterações eletrolíticas – como, por exemplo, o aumento do potássio – e corrigir a anemia, que é frequente nessas crianças. Se os rins passam a funcionar com menos de 15% da capacidade, é necessário o uso de métodos de substituição das funções do rim como diálise peritoneal ou hemodiálise e até mesmo o transplante.

Como funciona o transplante renal pediátrico? Dependendo do caso, e baseado na orientação do médico, é indicado o transplante renal pediátrico, melhorando a qualidade de vida do paciente que apresenta uma doença renal crônica em estágio avançado. No transplante renal, é colocado um rim saudável no paciente que pode substituir os dois rins que pararam de funcionar adequadamente. Para se submeter à cirurgia, o paciente precisa ter condições clínicas, tais como: suportar uma cirurgia com duração de 4 a 6 horas, não possuir lesões em outros órgãos, infecções ou problemas imunológicos. Um dos principais desafios para a realização do transplante renal pediátrico é a desproporção entre as estruturas anatômicas do doador e do receptor infantil, além do calibre de vasos sanguíneos.

Saiba mais sobre o  no Hospital Samaritano: O Hospital Samaritano de São Paulo é referência em transplante renal infantil e uma das poucas instituições brasileiras a realizar tal procedimento em crianças de baixo peso (menos de 15kg) e com pouca idade. Já foram realizados mais de 270 transplantes pediátricos, sendo 100 deles em crianças de baixo peso. Atualmente, a média de idade para a realização de transplante renal em crianças é de 12 anos, com peso entre 30kg e 40kg. No Hospital Samaritano, a média de idade dos pacientes é de nove anos, sendo que 30% deles têm menos de seis anos. Além disso, as crianças transplantadas no Hospital têm, em média, 20kg, e mais de 37% têm menos do que 15kg.

O Centro de Transplante do Hospital Samaritano conta com uma equipe multidisciplinar especializada em transplantes renais, composta por nefrologistas, nefropediatras, enfermeiros, nutricionistas, psicólogo, assistentes sociais, entre outros profissionais, com respaldo de moderna UTI pediátrica.

Centro de Referência no Tratamento das Lesões de Nervos Periféricos

Ver Todos

Centro de Atenção ao Tabagismo

Ver Todos
Hospital Samaritano São Paulo

Hospital Samaritano São Paulo