Disfunção de ATM pode acometer até 75% da população

Centro das disfunções da ATM do Hospital Samaritano de São Paulo é o primeiro a oferecer atendimento específico

Hospital Samaritano de São Paulo


3 de janeiro de 2017


5 minutos

A articulação da mandíbula, chamada de ATM, é fundamental para que a pessoa possa realizar ações básicas, como falar, bocejar, mastigar e engolir. Por isso, quando existe algum tipo de problema que comprometa seu funcionamento, a qualidade de vida é prejudicada. E isso acontece frequentemente, segundo o Coordenador do Centro das disfunções da ATM do Hospital Samaritano de São Paulo, Prof. Dr. Ronaldo de Freitas. “O distúrbio da ATM, ou dor ‘orofacial’, pode acometer de 40 a 75% da população brasileira, de acordo com estudos epidemiológicos. Além disso, 33% dessas pessoas têm, pelo menos, um sintoma como cefaleia ou dor na face causados pelas doenças que acometem esta articulação”, revela.

O principal fator que leva às pessoas a desenvolverem a disfunção é o estresse, por isso, a tendência para os próximos anos é que o número de pessoas que precisem buscar ajuda médica para tratar a doença seja ainda maior. “A disfunção acomete desde adolescentes até idosos, porém, a faixa etária mais ativa, dos 20 aos 65 anos, é que acaba desenvolvendo a disfunção, visto que a vida corrida que eles levam, somada às outras atividades de rotina, costuma causar mais estresse e ansiedade”, afirma o especialista.

Além do estresse, alguns outros hábitos podem fazer com que o paciente desenvolva a disfunção de ATM, como mordida errada, abertura excessiva da boca, bruxismo, apertamento dental, o hábito de roer unhas, entre outros.

Sintomas e tratamento

Os sintomas que identificam a disfunção de ATM são muitos e podem ser confundidos com outros problemas de saúde, como enxaqueca, cefaleia e até com problemas auditivos. Isso porque os sinais mais comuns são dores de cabeça crônicas, dores na região do pescoço e ombros, dores agudas nos ouvidos, sensação de dormência no rosto, ruídos, estalos e travamentos ao abrir e fechar a boca. “Os ruídos ou estalos estão presentes na maioria dos casos e são decorrentes da distensão dos ligamentos do disco articular, dificultando a mobilidade e podendo, inclusive, provocar seu deslocamento”, explica Dr. Freitas.

O especialista enfatiza que “após a realização do diagnóstico, dá-se início ao tratamento de acordo com o estágio da doença. É importante ressaltar que o sucesso do tratamento só é possível com um diagnóstico preciso, que definirá o tipo de terapêutica mais adequada para o caso, por isso, é fundamental que o paciente busque profissionais qualificados e especializados.

Os procedimentos clínicos são a forma mais comum de tratamento para o problema, que corresponde a 90% dos pacientes, porém, existem casos em que a cirurgia é necessária. Nesses casos, a cirurgia minimamente invasiva da ATM traz bons resultados em cerca de 90% dos pacientes, sem prejuízo estético, possibilitando uma recuperação mais precoce.

Por se tratar de uma doença crônica, é importante fazer o acompanhamento regular indicado pelo especialista.

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